Pólipos Gástricos: Tipos e Risco de Malignidade

UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2023

Enunciado

Em relação ao achado de pólipos gástricos em endoscopia digestiva alta realizada para avaliação de queixas dispépticas, é CORRETO afirmar que:

Alternativas

  1. A) Os pólipos adenomatosos carregam consigo o risco de transformação maligna, uma vez que se enquadram na sequência adenoma-carcinoma, comportando-se de forma semelhante aos pólipos colônicos.
  2. B) Os pólipos de glândulas fúndicas estão relacionados com o uso crônico de bloqueadores de bomba de próton, sendo a manifestação pré-maligna associada ao uso dessas medicações.
  3. C) Pólipos hiperplásicos de estômago estão relacionados à infecção pelo H. pylori e à gastrite crônica, não tendo potencial de transformação maligna e não demandando medidas clínicas adicionais.
  4. D) A ressecção endoscópica é a terapia padrão para pólipos sésseis maiores de 2cm ou com foco de carcinoma invasivo.

Pérola Clínica

Pólipos adenomatosos gástricos → risco de malignidade pela sequência adenoma-carcinoma, similar aos colônicos.

Resumo-Chave

Os pólipos adenomatosos gástricos são lesões pré-malignas que seguem a sequência adenoma-carcinoma, similar ao que ocorre no cólon, e por isso demandam vigilância e ressecção. Diferentemente, os pólipos de glândulas fúndicas, embora associados ao uso crônico de IBP, geralmente não têm potencial maligno, e os pólipos hiperplásicos, relacionados ao H. pylori, têm baixo potencial de malignidade, mas podem crescer e sangrar.

Contexto Educacional

Pólipos gástricos são lesões elevadas da mucosa gástrica, frequentemente encontrados incidentalmente durante endoscopias digestivas altas. A sua importância reside no potencial de malignidade, que varia significativamente entre os diferentes tipos histológicos. Os principais tipos são os pólipos de glândulas fúndicas, os pólipos hiperplásicos e os pólipos adenomatosos. Os pólipos adenomatosos são os mais preocupantes do ponto de vista oncológico, pois carregam um risco claro de transformação maligna, seguindo a mesma sequência adenoma-carcinoma observada nos pólipos colônicos. Por isso, sua identificação requer ressecção endoscópica e acompanhamento. Os pólipos de glândulas fúndicas são geralmente benignos e associados ao uso crônico de inibidores de bomba de prótons (IBP), não necessitando de ressecção rotineira. Já os pólipos hiperplásicos são os mais comuns, frequentemente associados à infecção por H. pylori e gastrite crônica. Embora seu potencial de malignidade seja baixo, ele existe, especialmente para pólipos maiores que 1-2 cm ou com displasia. A erradicação do H. pylori pode levar à regressão desses pólipos. A ressecção endoscópica é a terapia padrão para pólipos com risco de malignidade, especialmente os adenomatosos, ou para pólipos sintomáticos (sangramento, obstrução).

Perguntas Frequentes

Quais pólipos gástricos possuem maior risco de transformação maligna?

Os pólipos adenomatosos gástricos são os que apresentam o maior risco de transformação maligna, seguindo a sequência adenoma-carcinoma.

Os pólipos de glândulas fúndicas são pré-malignos?

Não, os pólipos de glândulas fúndicas, embora frequentemente associados ao uso crônico de inibidores de bomba de prótons (IBP), geralmente não possuem potencial maligno e não requerem ressecção de rotina, a menos que sejam grandes ou sintomáticos.

Qual a relação entre pólipos hiperplásicos e H. pylori?

Pólipos hiperplásicos estão fortemente associados à infecção por H. pylori e gastrite crônica. A erradicação do H. pylori pode levar à regressão desses pólipos.

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