HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2022
Os pólipos endometriais são lesões confinadas à cavidade uterina, que apresentam comportamento distinto, de acordo com suas características histológicas. Sua prevalência está relacionada a algumas comorbidades. Assinale a alternativa que demonstra fatores de risco para o surgimento desses pólipos.
Fatores de risco para pólipos endometriais = menopausa tardia, HAS, obesidade, TRH estrogênica, tamoxifeno.
Pólipos endometriais são proliferações focais do endométrio, e seus fatores de risco estão frequentemente ligados à exposição estrogênica prolongada ou desequilibrada. A menopausa tardia, obesidade, hipertensão arterial sistêmica (HAS) e o uso de agonistas de estrogênio ou moduladores seletivos de receptores de estrogênio (como o tamoxifeno) são condições que aumentam a chance de seu desenvolvimento.
Pólipos endometriais são crescimentos benignos do endométrio, a camada interna do útero, que se projetam para a cavidade uterina. Embora geralmente benignos, podem causar sangramento uterino anormal e, em uma pequena porcentagem dos casos, podem conter áreas de hiperplasia atípica ou carcinoma. Sua prevalência aumenta com a idade, especialmente no período perimenopausa e pós-menopausa. Os fatores de risco para o desenvolvimento de pólipos endometriais estão intimamente ligados à exposição estrogênica. A menopausa tardia, que implica em um período mais longo de exposição estrogênica endógena, é um fator importante. Outros fatores incluem obesidade (devido à conversão periférica de androgênios em estrogênios no tecido adiposo), hipertensão arterial sistêmica (HAS) e o uso de terapias que aumentam a estimulação estrogênica, como a terapia de reposição hormonal (TRH) com estrogênio sem progesterona adequada ou o uso de tamoxifeno. O diagnóstico é frequentemente realizado por ultrassonografia transvaginal, com a histerossonografia e a histeroscopia sendo métodos mais definitivos para visualização e remoção. O tratamento geralmente envolve a polipectomia histeroscópica, especialmente em casos sintomáticos ou com fatores de risco para malignidade. Para residentes, é crucial reconhecer esses fatores de risco para uma abordagem diagnóstica e terapêutica adequada, diferenciando-os de outras causas de sangramento uterino anormal.
Os pólipos endometriais podem ser assintomáticos, mas frequentemente causam sangramento uterino anormal, como sangramento intermenstrual, menorragia (sangramento menstrual intenso) ou sangramento pós-menopausa. Dor pélvica é menos comum.
O diagnóstico é feito principalmente por ultrassonografia transvaginal, que pode mostrar espessamento endometrial focal. A histerossonografia (ultrassom com infusão salina) e a histeroscopia com biópsia são métodos mais precisos para confirmação e tratamento.
O tamoxifeno, um modulador seletivo do receptor de estrogênio (SERM), age como antiestrogênio na mama, mas como agonista estrogênico no endométrio. Isso aumenta o risco de hiperplasia endometrial, pólipos e, em menor grau, câncer de endométrio em mulheres que o utilizam.
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