PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2025
Paciente masculino de 65 anos com história de tumor de cólon na família (irmão com 60 anos) foi submetido a colonoscopia de rotina identificou 06 pólipos, cujo anatomopatológico demonstrou adenoma tubular em 3 lesões de sigmoide, sendo uma delas com displasia de baixo grau e as outras duas sem displasia, hamartomas em 1 lesão de cólon transverso e pólipo hiperplásico em 2 lesões de cólon transverso. A respeito destes achados, como podemos melhor orientar este paciente, dentre as alternativas abaixo:
Adenomas = potencial maligno (displasia); Hamartomas isolados = baixo risco de malignidade.
Pólipos hamartomatosos esporádicos têm baixo potencial de transformação maligna, apresentando risco principalmente de sangramento ou intussuscepção. Adenomas requerem vigilância rigorosa.
A classificação dos pólipos colorretais é fundamental para determinar o risco de câncer colorretal (CCR) e o intervalo de vigilância. Os adenomas (tubulares, túbulo-vilosos ou vilosos) são lesões precursoras clássicas através da via de instabilidade cromossômica (sequência adenoma-carcinoma). A presença de displasia, mesmo de baixo grau, confirma o potencial neoplásico. Já os pólipos hamartomatosos são malformações teciduais. Quando isolados em adultos, raramente indicam síndromes genéticas e seu risco principal é mecânico (sangramento ou obstrução se muito grandes). Pólipos hiperplásicos são as lesões não neoplásicas mais comuns. O manejo clínico deve focar na ressecção completa de todas as lesões adenomatosas e na estratificação do paciente com base nos achados histopatológicos mais avançados para definir o cronograma de colonoscopias futuras.
O pólipo hamartomatoso esporádico é considerado uma lesão benigna composta por tecidos maduros organizados de forma anormal. Diferente dos adenomas, ele não possui um potencial intrínseco significativo de transformação maligna. No entanto, em contextos de síndromes polipoides hereditárias (como a Síndrome de Peutz-Jeghers ou Polipose Juvenil), o risco de câncer colorretal e extraintestinal está aumentado devido a mutações genéticas germinativas, e não necessariamente pela transformação direta de um único hamartoma isolado.
O intervalo para a próxima colonoscopia depende do número, tamanho e histologia dos pólipos. Segundo diretrizes atuais, pacientes com 1-2 adenomas tubulares pequenos (< 10 mm) e sem displasia de alto grau podem repetir o exame em 7 a 10 anos. No entanto, a presença de 3 a 10 adenomas, ou qualquer adenoma > 10 mm, ou adenoma com displasia de alto grau/componente viloso, classifica o paciente como alto risco, reduzindo o intervalo de seguimento para 3 anos.
Pólipos hiperplásicos pequenos (< 10 mm) localizados no reto ou sigmoide são considerados lesões não neoplásicas e não aumentam o risco de câncer colorretal. Eles geralmente não alteram o intervalo de rastreamento padrão de 10 anos. Contudo, pólipos hiperplásicos grandes ou localizados no cólon proximal podem ser confundidos com lesões serrilhadas sésseis, que possuem potencial maligno via via serrilhada e exigem manejo diferenciado.
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