UFPR/HC - Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (PR) — Prova 2020
Em relação aos pólipos do cólon e reto, considere as seguintes afirmativas: 1. Adenoma tubular é o tipo mais comum de pólipo colônico, correspondendo de 65 a 80% dos pólipos ressecados. 2. Na polipose adenomatosa familial, 100% dos pacientes que não forem tratados cirurgicamente irão desenvolver câncer colorretal. 3. Os pólipos benignos podem se desenvolver em câncer colorretal. 4. Pólipos adenoma vilosos, quando maiores que 2 cm de diâmetro, têm uma chance de 50% de serem câncer. Assinale a alternativa correta.
Pólipos adenomatosos, especialmente vilosos e maiores, têm alto potencial de malignidade, e a PAF não tratada evolui para CCR em 100% dos casos.
A maioria dos cânceres colorretais se desenvolve a partir de pólipos adenomatosos, seguindo a sequência adenoma-carcinoma. Pólipos vilosos e maiores que 2 cm apresentam maior risco de malignidade. A Polipose Adenomatosa Familiar (PAF) é uma síndrome hereditária com risco de 100% de câncer colorretal se não tratada cirurgicamente.
Os pólipos do cólon e reto são crescimentos anormais da mucosa intestinal, classificados histologicamente em neoplásicos (adenomas) e não neoplásicos (hiperplásicos, inflamatórios). Os adenomas são as lesões pré-malignas mais importantes, sendo o adenoma tubular o tipo mais comum. A compreensão da sua patogênese é fundamental para a prevenção e rastreamento do câncer colorretal (CCR), que geralmente se desenvolve a partir dessas lesões através da sequência adenoma-carcinoma. A Polipose Adenomatosa Familiar (PAF) é uma síndrome hereditária rara, mas de alta penetrância, que se manifesta com múltiplos pólipos adenomatosos e um risco de 100% de progressão para CCR se não tratada cirurgicamente. A vigilância e a intervenção precoce são cruciais para esses pacientes. A morfologia e o tamanho dos pólipos adenomatosos também são preditores importantes de malignidade, com pólipos vilosos e aqueles maiores que 2 cm apresentando um risco substancialmente maior de já conterem carcinoma invasivo. O rastreamento de CCR, que inclui a colonoscopia, permite a detecção e remoção de pólipos antes que se tornem malignos, impactando diretamente na redução da incidência e mortalidade da doença. A identificação e ressecção de pólipos, bem como o acompanhamento adequado, são pilares na prevenção do câncer colorretal. Residentes devem estar familiarizados com a classificação dos pólipos, seu potencial de malignidade e as diretrizes de rastreamento.
Os adenomas tubulares são os mais comuns, representando a maioria dos pólipos ressecados. Eles são importantes porque são lesões pré-malignas que podem evoluir para câncer colorretal através da sequência adenoma-carcinoma.
Pólipos adenomatosos vilosos, especialmente quando maiores que 2 cm, têm um risco significativamente maior de conter focos de câncer invasivo, podendo chegar a 50% ou mais. Sua arquitetura complexa e maior superfície de contato com a mucosa aumentam a probabilidade de displasia de alto grau e malignidade.
A Polipose Adenomatosa Familiar (PAF) é uma doença autossômica dominante caracterizada pelo desenvolvimento de centenas a milhares de pólipos adenomatosos no cólon e reto. Sem tratamento cirúrgico, 100% dos pacientes desenvolverão câncer colorretal, geralmente em idade jovem, tornando a colectomia profilática essencial.
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