HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2021
Rosa de 62 anos, realizou um ultrassom de abdome superior no qual se evidenciou um pólipo em vesícula biliar de 1,5 cm, com fluxo sanguíneo detectado ao doppler. Não tem sintomas. Qual é a melhor conduta para o caso?
Pólipo vesicular > 1 cm ou com fluxo Doppler → Colecistectomia videolaparoscópica, mesmo assintomático.
Pólipos de vesícula biliar com tamanho superior a 1 cm ou que apresentem vascularização ao Doppler são considerados de alto risco para malignidade, justificando a colecistectomia profilática. A idade do paciente e a presença de sintomas também influenciam a decisão.
Pólipos de vesícula biliar são achados comuns em exames de imagem, com prevalência de 5% na população geral. Embora a maioria seja benigna (colesterolose), uma pequena porcentagem pode representar adenomas ou, mais preocupantemente, carcinomas. A importância clínica reside na diferenciação entre lesões benignas e malignas ou com potencial de malignidade. A fisiopatologia dos pólipos vesiculares varia conforme o tipo. Pólipos de colesterol são pseudopólipos, resultantes do acúmulo de colesterol na parede da vesícula. Adenomas são verdadeiras neoplasias benignas, com potencial de progressão para adenocarcinoma. O diagnóstico é primariamente por ultrassonografia, que avalia tamanho, número, morfologia e presença de vascularização. Pólipos maiores que 1 cm, com fluxo ao Doppler, ou em pacientes com colangite esclerosante primária, são considerados de alto risco. A conduta para pólipos de vesícula biliar depende do tamanho e das características. Pólipos menores que 1 cm, sem fatores de risco, são geralmente acompanhados. No entanto, pólipos maiores que 1 cm, ou aqueles com fluxo Doppler, ou crescimento rápido, têm indicação de colecistectomia, preferencialmente por via videolaparoscópica, devido ao risco aumentado de malignidade. A cirurgia oferece a remoção completa da lesão e permite o exame histopatológico definitivo.
A colecistectomia é indicada para pólipos de vesícula biliar com tamanho superior a 1 cm, presença de fluxo sanguíneo ao Doppler, crescimento rápido em exames de seguimento, ou em pacientes sintomáticos, devido ao risco aumentado de malignidade.
O fluxo sanguíneo detectado ao Doppler em um pólipo de vesícula biliar sugere vascularização, que é um achado preocupante, pois pode indicar um processo neoplásico, aumentando o risco de malignidade e justificando a intervenção cirúrgica.
Pólipos de vesícula biliar menores que 1 cm, sem outros fatores de risco (como fluxo Doppler ou crescimento), geralmente são acompanhados com ultrassonografias seriadas (a cada 6-12 meses), para monitorar seu tamanho e características.
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