USP/Ribeirão Preto - Exame Revalida — Prova 2019
Mulher, 53 anos de idade, totalmente assintomática com relação a queixas digestivas, foi fazer ultrassonografia ginecológica de rotina e o médico acabou observando um pólipo na vesícula biliar. Foi então submetida a ultrassonografia de abdome com preparo adequado (jejum), que confirmou a presença de um pólipo único de 6 mm de diâmetro, no fundo da vesícula biliar. Nega antecedentes oncológicos na família. A melhor conduta para o caso é:
Pólipo vesicular < 10 mm, único, assintomático, sem fatores de risco → acompanhamento ultrassonográfico.
Pólipos de vesícula biliar menores que 10 mm, únicos e em pacientes assintomáticos sem fatores de risco para malignidade (como colangite esclerosante primária ou pólipos sésseis), geralmente são benignos e requerem apenas acompanhamento ultrassonográfico.
Pólipos de vesícula biliar são lesões elevadas da mucosa vesicular, frequentemente encontradas incidentalmente em exames de imagem. A maioria é benigna (colesterolose, adenomiomatose), mas uma pequena porcentagem pode ser neoplásica (adenoma, adenocarcinoma). A principal preocupação é diferenciar pólipos benignos de lesões pré-malignas ou malignas. O tamanho do pólipo é o fator preditivo mais importante para malignidade, com pólipos > 10 mm apresentando risco significativamente maior. A conduta varia de acordo com o tamanho do pólipo e a presença de fatores de risco. Pólipos pequenos (< 10 mm) e assintomáticos, sem fatores de risco, são geralmente acompanhados com ultrassonografia seriada. Pólipos maiores, sintomáticos ou com fatores de risco para malignidade, indicam colecistectomia.
A colecistectomia é geralmente indicada para pólipos maiores que 10 mm, pólipos de qualquer tamanho com fatores de risco (idade > 50 anos, colangite esclerosante primária, pólipo séssil, crescimento rápido) ou pólipos sintomáticos.
Pólipos menores que 6 mm, únicos e assintomáticos, sem fatores de risco, podem ser acompanhados com ultrassonografia a cada 6-12 meses inicialmente, e depois anualmente se estáveis.
Fatores de risco incluem idade avançada (> 50 anos), pólipo único > 10 mm, pólipo séssil, crescimento rápido do pólipo, presença de cálculos biliares concomitantes e colangite esclerosante primária.
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