HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2025
Homem de 87 anos, assintomático, realizou ultrassonografia abdominal para controle de esteatose hepática. Ao exame, foi detectado um pólipo de 2,3 cm de diâmetro no fundo da vesícula biliar associado à colelitíase. O tratamento adequado para este paciente deverá ser:
Pólipo de vesícula >10mm OU associado a colelitíase/sintomas → Colecistectomia.
Pólipos de vesícula biliar com diâmetro >10 mm, ou aqueles de qualquer tamanho associados a colelitíase ou sintomas, têm maior risco de malignidade e são indicações para colecistectomia. A idade avançada também é um fator de risco adicional.
Pólipos de vesícula biliar são lesões que se projetam da parede da vesícula para o lúmen. A maioria é benigna, sendo os pólipos de colesterol os mais comuns. No entanto, uma pequena porcentagem pode ser neoplásica (adenomas) ou até mesmo um adenocarcinoma em estágio inicial. A principal preocupação clínica é diferenciar os pólipos benignos dos malignos ou com potencial de malignidade. A prevalência de pólipos de vesícula biliar é de cerca de 5% na população geral, frequentemente descobertos incidentalmente em ultrassonografias abdominais. A conduta para pólipos de vesícula biliar depende de vários fatores, incluindo tamanho, número, presença de sintomas e associação com colelitíase. Pólipos com diâmetro maior que 10 mm são classicamente considerados de alto risco para malignidade e têm indicação de colecistectomia. Além disso, pólipos de qualquer tamanho associados à colelitíase, como no caso descrito, ou à idade avançada (>50-60 anos), também justificam a abordagem cirúrgica devido ao risco aumentado de câncer de vesícula biliar. A colecistectomia, preferencialmente por videolaparoscopia, é o tratamento definitivo para pólipos com indicação cirúrgica. O acompanhamento ultrassonográfico seriado é reservado para pólipos menores que 10 mm e sem fatores de risco adicionais. É crucial para o residente de cirurgia e clínica médica saber identificar as indicações de colecistectomia para pólipos de vesícula biliar, a fim de evitar a progressão para doença maligna.
Pólipos de vesícula biliar são considerados de risco quando têm mais de 10 mm de diâmetro, crescem rapidamente, são sésseis, ou estão associados a colelitíase, idade avançada (>50-60 anos) ou sintomas biliares.
O tratamento adequado para pólipos de vesícula biliar associados à colelitíase é a colecistectomia, seja por via convencional ou videolaparoscópica, devido ao risco aumentado de malignidade.
Os pólipos de vesícula biliar mais comuns são os de colesterol (pseudopólipos), que são benignos. No entanto, adenomas e adenocarcinomas, embora menos frequentes, são as preocupações malignas que justificam a vigilância e a cirurgia em casos selecionados.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo