IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2023
Homem, 24 anos, é submetido a ultrassonografia de abdome, por dor abdominal inespecífica. São achados três pólipos de vesícula biliar, medindo em torno de oito milímetros cada um. Conduta:
Pólipos vesiculares < 10mm em assintomáticos sem fatores de risco → controle USG periódico.
Pólipos de vesícula biliar são achados comuns. A conduta depende do tamanho, número, presença de sintomas e fatores de risco. Pólipos menores que 10mm, sem fatores de risco e assintomáticos, geralmente requerem apenas acompanhamento ultrassonográfico.
Pólipos de vesícula biliar são lesões que se projetam da parede da vesícula para o lúmen, sendo achados incidentais comuns em exames de imagem. A prevalência varia, mas são encontrados em cerca de 5% da população geral. A importância clínica reside na necessidade de diferenciar lesões benignas de potenciais precursores de carcinoma de vesícula biliar. A maioria dos pólipos é benigna, sendo os pólipos de colesterol os mais frequentes. O diagnóstico é feito principalmente por ultrassonografia abdominal. Fatores como tamanho do pólipo, idade do paciente, presença de sintomas e comorbidades (ex: colangite esclerosante primária) são cruciais para a estratificação de risco. Pólipos maiores que 10mm são considerados de alto risco para malignidade. A conduta varia desde o acompanhamento ultrassonográfico periódico para pólipos de baixo risco (geralmente <10mm e assintomáticos) até a colecistectomia para pólipos de alto risco. O controle ultrassonográfico permite monitorar o crescimento do pólipo e identificar alterações que justifiquem a intervenção cirúrgica, garantindo a segurança do paciente e evitando cirurgias desnecessárias.
A colecistectomia é indicada para pólipos maiores que 10mm, pólipos sintomáticos, presença de cálculos associados, crescimento rápido, ou em pacientes com fatores de risco para câncer de vesícula biliar.
A maioria dos pólipos é benigna (colesterol ou adenomiomatose). O risco de malignidade aumenta com o tamanho (>10mm), idade avançada (>50 anos), colangite esclerosante primária e etnia asiática.
Pólipos de 6-9mm geralmente requerem controle ultrassonográfico a cada 6-12 meses. Pólipos menores que 6mm podem ter controle anual ou a cada 2-3 anos, dependendo do contexto clínico e fatores de risco.
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