PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2015
P.L.T., 55 anos, sexo feminino, trabalhadora do lar, vem apresentando, há alguns meses, dor abdominal em cólica, esporádica, de leve intensidade, localizada em região subcostal direita e epigástrio. Foi submetida à ultrassonografia que mostrou "pólipo de 0,3 cm, séssil, no fundo da vesícula biliar, sem outras alterações". Em relação a este caso, assinale a alternativa CORRETA:
Pólipo de vesícula biliar: frequentemente associado à colecistolitíase; risco de malignidade ↑ com tamanho > 1 cm ou crescimento.
Pólipos de vesícula biliar são achados comuns, muitas vezes assintomáticos, e frequentemente coexistem com colecistolitíase. A maioria é benigna (colesterolose), mas pólipos maiores que 1 cm, com crescimento rápido ou associados a colangite esclerosante primária, têm maior risco de malignização e indicam colecistectomia.
Pólipos de vesícula biliar são lesões elevadas da parede da vesícula que se projetam para o lúmen. São achados relativamente comuns em exames de imagem abdominal, com uma prevalência que varia de 5% a 10% na população geral. A maioria é benigna, sendo os pólipos de colesterol (colesterolose) os mais frequentes, seguidos por adenomiomas e pólipos inflamatórios. A importância clínica reside na necessidade de diferenciar lesões benignas das malignas ou com potencial de malignização. A fisiopatologia dos pólipos de colesterol envolve o acúmulo de ésteres de colesterol na parede da vesícula. O diagnóstico é primariamente feito por ultrassonografia abdominal, que pode caracterizar o tamanho, número e morfologia dos pólipos. É crucial observar a ausência de sombra acústica posterior, que diferenciaria um pólipo de um cálculo biliar impactado. A sintomatologia da paciente (dor abdominal em cólica) pode estar relacionada a colecistolitíase concomitante, que é frequentemente associada a pólipos, ou a uma disfunção biliar, mas raramente é causada diretamente por pólipos pequenos e benignos. A conduta para pólipos de vesícula biliar depende do tamanho, características ultrassonográficas e fatores de risco do paciente. Pólipos menores que 1 cm, sem crescimento e sem fatores de risco para malignidade, geralmente requerem acompanhamento ultrassonográfico periódico. Pólipos maiores que 1 cm, com crescimento documentado, ou associados a colangite esclerosante primária ou idade avançada, têm indicação de colecistectomia devido ao risco aumentado de malignidade. A colecistectomia é o tratamento definitivo para pólipos sintomáticos ou com risco de câncer. É importante lembrar que a dor abdominal em cólica da paciente pode ser explicada pela colecistolitíase, que é uma condição comum e frequentemente associada a pólipos.
Os pólipos mais comuns são os de colesterol (colesterolose), que são benignos. Outros tipos incluem adenomiomas, pólipos inflamatórios e, mais raramente, adenomas ou adenocarcinomas.
A colecistectomia é indicada para pólipos com tamanho ≥ 1 cm, pólipos de qualquer tamanho com crescimento documentado, pólipos associados a sintomas biliares ou a colangite esclerosante primária, e em pacientes com fatores de risco para câncer de vesícula biliar.
Pólipos de vesícula biliar, especialmente os de colesterol, são frequentemente encontrados concomitantemente com cálculos biliares (colecistolitíase), embora a relação exata entre eles e a sintomatologia nem sempre seja clara.
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