UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2019
Com relação à conduta que o cirurgião deve tomar quando se depara com paciente com pólipo na vesícula biliar, assinale a opção correta.
Pólipo vesicular ≥ 10mm → colecistectomia por risco de malignidade.
Pólipos na vesícula biliar são frequentemente benignos, mas o tamanho é o principal fator de risco para malignidade. Lesões maiores que 10 mm têm um risco significativamente aumentado de serem adenomas com potencial de transformação ou já carcinomas, justificando a ressecção cirúrgica.
Pólipos de vesícula biliar são achados comuns em exames de imagem, com prevalência de 5% na população adulta. A maioria é benigna (colesterolose), mas uma pequena porcentagem pode ser neoplásica (adenomas) com potencial de malignidade, sendo o carcinoma de vesícula biliar uma neoplasia agressiva. A identificação e manejo adequados são cruciais para evitar a progressão para câncer. A fisiopatologia dos pólipos varia; os de colesterol são depósitos lipídicos, enquanto os adenomatosos são proliferações epiteliais. O diagnóstico é feito por ultrassonografia abdominal. A suspeita de malignidade aumenta com pólipos maiores que 10 mm, idade > 50 anos, pólipos sésseis, crescimento rápido e colelitíase associada. A conduta para pólipos vesiculares depende do tamanho e dos fatores de risco. Pólipos ≥ 10 mm, ou aqueles com crescimento rápido, ou associados a sintomas e colelitíase, têm indicação de colecistectomia devido ao risco de malignidade. Pólipos menores que 10 mm, sem fatores de risco, podem ser acompanhados com ultrassonografia seriada.
O principal fator de risco é o tamanho do pólipo, especialmente aqueles maiores ou iguais a 10 mm. Outros fatores incluem idade avançada, pólipos sésseis, crescimento rápido e presença de colelitíase associada.
Pólipos com 10 mm ou mais apresentam um risco significativamente maior de serem adenomas com potencial de transformação maligna ou já carcinomas. A colecistectomia é preventiva e curativa nesses casos.
Pólipos menores que 10 mm, especialmente se assintomáticos e sem outros fatores de risco, geralmente são acompanhados com ultrassonografia abdominal periódica (ex: a cada 6-12 meses) para monitorar seu crescimento.
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