Pólipo de Vesícula Biliar: Quando Indicar Colecistectomia?

UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2019

Enunciado

Com relação à conduta que o cirurgião deve tomar quando se depara com paciente com pólipo na vesícula biliar, assinale a opção correta.

Alternativas

  1. A) Os pólipos de vesícula biliar são lesões benignas, sem poder mitótico para transformação maligna, sendo portanto tratados conservadoramente em pacientes assintomáticos, independente do tamanho do pólipo.
  2. B) Pólipos na vesícula biliar são tratados com colecistectomia imediata, independente do tamanho ou dos sintomas do paciente, pois podem se transformar em câncer de vesícula. 
  3. C) Pólipos vesiculares maiores ou iguais a 10 mm devem ser operados, colecistectomia, devido a risco de transformação maligna.
  4. D) Os pólipos vesiculares são benignos, e devem ser operados somente quando está associada a colelitíase ou colecistite aguda. 
  5. E) Pacientes com pólipos na vesícula biliar, menores que 2 cm, devem ser observados com ultrassom anual; se o pólipo crescer acima de 2 cm, estará indicada colangiopancreatografia retrógrada endoscópica e posterior colecistectomia.

Pérola Clínica

Pólipo vesicular ≥ 10mm → colecistectomia por risco de malignidade.

Resumo-Chave

Pólipos na vesícula biliar são frequentemente benignos, mas o tamanho é o principal fator de risco para malignidade. Lesões maiores que 10 mm têm um risco significativamente aumentado de serem adenomas com potencial de transformação ou já carcinomas, justificando a ressecção cirúrgica.

Contexto Educacional

Pólipos de vesícula biliar são achados comuns em exames de imagem, com prevalência de 5% na população adulta. A maioria é benigna (colesterolose), mas uma pequena porcentagem pode ser neoplásica (adenomas) com potencial de malignidade, sendo o carcinoma de vesícula biliar uma neoplasia agressiva. A identificação e manejo adequados são cruciais para evitar a progressão para câncer. A fisiopatologia dos pólipos varia; os de colesterol são depósitos lipídicos, enquanto os adenomatosos são proliferações epiteliais. O diagnóstico é feito por ultrassonografia abdominal. A suspeita de malignidade aumenta com pólipos maiores que 10 mm, idade > 50 anos, pólipos sésseis, crescimento rápido e colelitíase associada. A conduta para pólipos vesiculares depende do tamanho e dos fatores de risco. Pólipos ≥ 10 mm, ou aqueles com crescimento rápido, ou associados a sintomas e colelitíase, têm indicação de colecistectomia devido ao risco de malignidade. Pólipos menores que 10 mm, sem fatores de risco, podem ser acompanhados com ultrassonografia seriada.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para malignidade em pólipos de vesícula biliar?

O principal fator de risco é o tamanho do pólipo, especialmente aqueles maiores ou iguais a 10 mm. Outros fatores incluem idade avançada, pólipos sésseis, crescimento rápido e presença de colelitíase associada.

Por que pólipos maiores que 10 mm na vesícula biliar devem ser operados?

Pólipos com 10 mm ou mais apresentam um risco significativamente maior de serem adenomas com potencial de transformação maligna ou já carcinomas. A colecistectomia é preventiva e curativa nesses casos.

Qual o acompanhamento recomendado para pólipos de vesícula biliar menores que 10 mm?

Pólipos menores que 10 mm, especialmente se assintomáticos e sem outros fatores de risco, geralmente são acompanhados com ultrassonografia abdominal periódica (ex: a cada 6-12 meses) para monitorar seu crescimento.

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