UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2024
Em uma colonoscopia, encontra-se um pólipo de 2,5cm em sigmóide que foi ressecado. O exame anatomopatológico mostrou adenocarcinoma bem diferenciado na cabeça do pólipo, invasão da mucosa. Não há invasão de linfáticos do pedículo até sua porção proximal. Assinale a alternativa que apresenta o melhor tratamento para este paciente:
Adenocarcinoma em pólipo pediculado (cabeça), invasão mucosa, sem invasão linfática = Ressecção endoscópica curativa, apenas seguimento colonoscópico.
A invasão da mucosa (T1 intramucoso) em um pólipo pediculado, sem invasão linfática ou comprometimento da margem de ressecção, geralmente indica que a polipectomia endoscópica foi curativa. Nesses casos, a vigilância colonoscópica é o tratamento subsequente mais adequado, sem necessidade de cirurgia ou quimioterapia adicional.
O manejo de pólipos colorretais com focos de adenocarcinoma é um tópico crucial na gastroenterologia e cirurgia. A decisão sobre o tratamento subsequente à polipectomia endoscópica depende de critérios histopatológicos rigorosos, que avaliam o risco de metástase linfonodal e a adequação da ressecção endoscópica como tratamento definitivo. No caso de um pólipo pediculado com adenocarcinoma bem diferenciado, invasão limitada à mucosa (T1 intramucoso) e ausência de invasão linfática ou vascular, a polipectomia endoscópica é frequentemente considerada curativa. Critérios como a profundidade da invasão (classificação de Haggitt para pólipos pediculados e Kudo para sésseis), o grau de diferenciação do tumor e o status das margens de ressecção são determinantes. Para residentes, é essencial dominar esses critérios para evitar tratamentos desnecessários e potencialmente mórbidos, como a cirurgia, quando a ressecção endoscópica já foi suficiente. O acompanhamento colonoscópico regular é fundamental para monitorar a recorrência local ou o desenvolvimento de novas lesões, garantindo a vigilância adequada do paciente.
A ressecção é curativa se houver margens livres (>1mm), ausência de invasão linfática/vascular, diferenciação tumoral favorável (bem ou moderadamente diferenciado) e invasão limitada à cabeça ou colo do pólipo pediculado (Haggitt 1-3).
A cirurgia é indicada se houver invasão profunda da submucosa (Haggitt 4), invasão linfática/vascular, diferenciação tumoral pobre, margens de ressecção comprometidas ou ressecção incompleta do pólipo.
O seguimento envolve colonoscopias de vigilância em intervalos regulares (ex: 3-6 meses inicialmente, depois anualmente ou a cada 3 anos), dependendo dos achados histopatológicos e da presença de outros pólipos.
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