HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2023
Criança de 8 anos de idade, previamente hígida, vem ao pronto-socorro com história de eliminação de sangue pelo ânus após as evacuações em pequena quantidade. Nega dor abdominal, vômitos ou alterações no hábito intestinal. Ao exame físico, está em bom estado geral, corada, com o abdome plano, flácido e indolor. Pensando na hipótese diagnóstica mais provável para o paciente deste caso clínico, qual a melhor conduta no momento?
Criança > 2 anos com enterorragia indolor e pequena quantidade → pólipo juvenil retal. Toque retal é a conduta inicial.
Em crianças maiores de 2 anos com sangramento retal indolor, de pequena quantidade e sangue vivo, a principal hipótese é o pólipo juvenil retal. O toque retal é um exame simples e crucial para palpar pólipos localizados no reto distal, que são a causa mais comum de sangramento digestivo baixo nessa faixa etária.
O sangramento digestivo baixo em crianças é uma queixa comum no pronto-socorro, e a abordagem diagnóstica depende da idade do paciente, características do sangramento e sintomas associados. Em crianças maiores de 2 anos, especialmente aquelas com sangramento retal indolor, de pequena quantidade e sangue vivo, a principal hipótese diagnóstica é o pólipo juvenil retal. Estes pólipos são benignos, solitários e geralmente se localizam no reto ou cólon sigmoide, sendo a causa mais frequente de hemorragia digestiva baixa nessa faixa etária. A fisiopatologia do sangramento ocorre devido à fragilidade da mucosa que recobre o pólipo, que pode ulcerar e sangrar com o trauma da passagem das fezes. O diagnóstico inicial é clínico e, crucialmente, através do toque retal. Este exame simples e rápido pode revelar a presença de um pólipo no reto distal, confirmando a suspeita e orientando a conduta. A ausência de dor abdominal, vômitos ou alterações do hábito intestinal reforça a benignidade da condição. A conduta para pólipos retais palpáveis é a polipectomia, geralmente realizada por via endoscópica (colonoscopia) ou, em casos selecionados, por via transanal. É importante diferenciar esta condição de outras causas de sangramento, como fissuras anais (que causam dor), divertículo de Meckel (sangramento mais volumoso e intermitente, muitas vezes em lactentes) ou doenças inflamatórias intestinais (com dor, diarreia e perda de peso). O manejo adequado evita exames invasivos desnecessários e garante o tratamento correto.
As causas mais comuns incluem pólipos juvenis (especialmente no reto), fissuras anais, divertículo de Meckel e, menos frequentemente, doenças inflamatórias intestinais.
O toque retal permite a palpação de pólipos localizados no reto distal, que são a maioria dos pólipos juvenis e a causa mais frequente de sangramento digestivo baixo indolor em crianças maiores.
Colonoscopia é indicada se o toque retal for negativo e a suspeita de pólipo persistir ou se houver outros sintomas. A cintilografia com 99mTc é reservada para suspeita de divertículo de Meckel, especialmente em sangramentos mais volumosos ou intermitentes sem causa aparente.
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