UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2023
Paciente de 64 anos, obesa, hipertensa e diabética, evolui com sangramento transvaginal recorrente de pequena a moderada intensidade, há 4 meses. Procurou auxílio médico, tendo sido realizada ultrassonografia transvaginal que mostrou volume uterino 76cm3 e presença de espessamento endometrial de 1,5cm. Realizou logo em seguida histeroscopia diagnóstica, que revelou volumoso pólipo endometrial ocupando toda a cavidade endometrial. A biópsia “orientada” durante a histeroscopia revelou material insuficiente. Qual a melhor conduta para o caso em questão?
Sangramento pós-menopausa + pólipo endometrial volumoso + biópsia insuficiente → histeroscopia cirúrgica para ressecção e histopatológico.
Em paciente pós-menopausa com sangramento uterino anormal, espessamento endometrial e pólipo volumoso, a biópsia insuficiente é preocupante. A histeroscopia cirúrgica permite a ressecção completa do pólipo e o envio de material adequado para análise histopatológica, essencial para excluir malignidade, especialmente com múltiplos fatores de risco para câncer de endométrio.
O sangramento uterino anormal na pós-menopausa é um sintoma que exige investigação rigorosa, pois pode ser o primeiro sinal de câncer de endométrio. A epidemiologia mostra que a incidência de câncer de endométrio aumenta com a idade e está associada a fatores de risco como obesidade, diabetes, hipertensão e uso de terapia hormonal estrogênica sem progesterona. A presença de um pólipo endometrial, especialmente se volumoso e em uma paciente com múltiplos fatores de risco, eleva a preocupação com malignidade. O diagnóstico inicial frequentemente envolve ultrassonografia transvaginal para avaliar o espessamento endometrial. Se o espessamento for significativo (>4-5mm na pós-menopausa) ou houver sangramento, a histeroscopia diagnóstica com biópsia é o próximo passo. No entanto, em casos de pólipos volumosos, a biópsia "orientada" pode ser insuficiente para amostrar adequadamente toda a lesão, especialmente se houver áreas de atipia ou malignidade focal. Nessas situações, a histeroscopia cirúrgica para ressecção completa do pólipo é a conduta mais adequada. Este procedimento não só remove a lesão, aliviando os sintomas, mas também fornece material abundante e representativo para análise histopatológica, que é crucial para o diagnóstico definitivo e para excluir ou confirmar a presença de câncer de endométrio. A histerectomia total abdominal ou vaginal não seria a conduta inicial, pois a malignidade ainda não foi confirmada, e a via histeroscópica é menos invasiva para a ressecção do pólipo.
O sangramento transvaginal pós-menopausa é sempre um sinal de alerta e deve ser investigado para excluir malignidade, principalmente câncer de endométrio, que é a causa mais comum de câncer ginecológico nesse grupo.
A histeroscopia cirúrgica permite a ressecção completa do pólipo, que é volumoso e ocupa a cavidade, garantindo material adequado para análise histopatológica. A biópsia anterior foi insuficiente, e a paciente possui múltiplos fatores de risco para câncer de endométrio.
A paciente apresenta obesidade, hipertensão e diabetes, que são fatores de risco conhecidos para câncer de endométrio. Além disso, a idade avançada e o sangramento pós-menopausa aumentam a suspeita.
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