HVV - Hospital Vaz Monteiro - Lavras (MG) — Prova 2025
Paciente, sexo feminino, 38 anos, procura atendimento por Sangramento Uterino Anormal (SUA) associado à presença de pólipos endometriais detectados por ultrassonografia. O desejo da paciente é preservar a fertilidade. Considerando o manejo adequado desse caso, é CORRETO afirmar:
Pólipos endometriais + desejo de fertilidade → polipectomia histeroscópica é a conduta de escolha.
A polipectomia histeroscópica é o método preferencial para remover pólipos endometriais em pacientes que desejam preservar a fertilidade, pois permite a remoção precisa do pólipo sob visualização direta, minimizando danos ao endométrio e otimizando as chances de concepção.
Pólipos endometriais são crescimentos benignos do endométrio, a camada interna do útero. Eles são uma causa comum de Sangramento Uterino Anormal (SUA) e podem afetar a fertilidade. A prevalência aumenta com a idade, sendo mais comuns em mulheres perimenopausadas e pós-menopausadas, mas também ocorrem em mulheres mais jovens, como no caso da questão. O reconhecimento e manejo adequado são essenciais, especialmente em pacientes com desejo reprodutivo. O diagnóstico de pólipos endometriais é frequentemente feito por ultrassonografia transvaginal, que pode ser complementada por histerossonografia ou histeroscopia diagnóstica para melhor visualização. A fisiopatologia envolve um crescimento excessivo do tecido endometrial, muitas vezes influenciado por estímulo estrogênico. A suspeita deve surgir em qualquer mulher com SUA, infertilidade inexplicada ou achados ultrassonográficos sugestivos. Para pacientes com pólipos endometriais e desejo de preservar a fertilidade, a polipectomia histeroscópica é o tratamento de escolha. Este procedimento permite a remoção precisa do pólipo sob visualização direta, com mínima lesão ao endométrio adjacente, o que é crucial para futuras gestações. A recuperação é geralmente rápida, e as taxas de sucesso na resolução dos sintomas e melhora da fertilidade são altas. Outras opções, como tratamento farmacológico ou histerectomia, não são adequadas para este cenário específico.
A polipectomia histeroscópica é crucial porque remove o pólipo, que pode atuar como um corpo estranho, dificultando a implantação embrionária ou causando sangramento uterino anormal. A remoção melhora as chances de concepção e reduz os sintomas, sendo minimamente invasiva.
Os sintomas mais comuns incluem sangramento uterino anormal (SUA), como sangramento intermenstrual, menorragia (sangramento menstrual intenso) ou sangramento pós-menopausa. Alguns pólipos podem ser assintomáticos e descobertos incidentalmente em exames de imagem.
A histerectomia envolve a remoção cirúrgica do útero, tornando a gravidez impossível. Portanto, não é uma opção para pacientes que desejam preservar a fertilidade, sendo a polipectomia histeroscópica a técnica preferida para remover os pólipos e manter a capacidade reprodutiva.
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