HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2023
Paciente com 43 anos com menstruação irregular há 3 meses foi submetida a exame de ultrassonografia transvaginal que apresentou endométrio heterogêneo com imagem sugestiva de pólipo endometrial. Qual a conduta mais adequada para essa paciente?
Suspeita de pólipo endometrial com sangramento irregular → histeroscopia para diagnóstico definitivo e ressecção.
A histeroscopia é o padrão-ouro para o diagnóstico e tratamento de pólipos endometriais, especialmente em pacientes com sangramento uterino irregular. Ela permite a visualização direta da cavidade uterina, a biópsia dirigida e a ressecção completa do pólipo, o que é superior à curetagem às cegas para lesões focais.
Pólipos endometriais são crescimentos benignos do endométrio, que podem ser sésseis ou pediculados. São uma causa comum de sangramento uterino anormal, especialmente em mulheres perimenopausadas e pós-menopausadas, mas também podem afetar mulheres mais jovens e estar associados à infertilidade. A ultrassonografia transvaginal é o método de imagem inicial para sua detecção, mas sua sensibilidade e especificidade podem ser limitadas para lesões pequenas ou em endométrios heterogêneos. Diante de uma suspeita de pólipo endometrial, especialmente em uma paciente sintomática com sangramento irregular, a histeroscopia é a conduta mais adequada. A histeroscopia permite a visualização direta da cavidade uterina, confirmando a presença, localização e características do pólipo. Além disso, possibilita a biópsia dirigida e, mais importante, a ressecção completa do pólipo (polipectomia histeroscópica), que é tanto diagnóstica quanto terapêutica. A curetagem uterina às cegas é menos eficaz para a remoção de pólipos, pois pode não atingir a base do pólipo, levando à recorrência. O acompanhamento anual com ultrassonografia seria inadequado para uma paciente sintomática com suspeita de pólipo, pois atrasaria o diagnóstico e tratamento. Anticoncepcionais hormonais orais combinados podem controlar o sangramento, mas não tratam o pólipo em si. A tomografia computadorizada não é o exame de escolha para avaliação endometrial. Portanto, a histeroscopia é a melhor abordagem para essa paciente.
A histeroscopia permite a visualização direta da cavidade uterina, possibilitando a biópsia dirigida e a ressecção completa do pólipo sob visão, o que é mais eficaz do que a curetagem às cegas, que pode deixar fragmentos do pólipo.
Os sintomas mais comuns são sangramento uterino anormal, incluindo menstruações irregulares, sangramento intermenstrual, sangramento pós-coito ou sangramento pós-menopausa. Também pode causar infertilidade.
A maioria dos pólipos endometriais é benigna, mas uma pequena porcentagem (especialmente em mulheres pós-menopausa ou com atipias) pode conter hiperplasia ou adenocarcinoma. A análise histopatológica após ressecção é fundamental.
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