PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2020
Marcelina, 58 anos, menopausada há 7 anos, sem uso de terapia hormonal, procurou o ginecologista por apresentar sangramento vaginal. Ao exame: IMC 31 kg/m², hipertensa em uso de losartana e PA: 120 x 80 mmHg e diabetes melito tipo 2, com uso de metformina. Apresentou uma ultrassonografia transvaginal realizada há 20 dias, que evidenciou lesão hiperecogênica medindo 15 x 12 mm, com contornos regulares, dentro da cavidade uterina e um halo hiperecoico ao redor, no Doppler, presença de vaso central e ovários não visualizados. Sobre o caso clínico apresentado, assinale certo ou errado para a afirmação a seguir. O risco de malignidade dos pólipos endometriais aumenta com a existência de fatores, como idade, uso de agonistas de estrogênio e tamanho do pólipo.
Risco de malignidade em pólipos endometriais ↑ com idade, sangramento pós-menopausa, tamoxifeno, obesidade, DM e tamanho > 1,5 cm.
Pólipos endometriais são comuns, mas a presença de sangramento pós-menopausa, idade avançada, uso de tamoxifeno, obesidade e diabetes são fatores que aumentam o risco de malignidade ou atipias, justificando investigação.
Pólipos endometriais são crescimentos benignos da camada interna do útero, o endométrio, que podem ser pediculados ou sésseis. São comuns em mulheres na perimenopausa e pós-menopausa, e a maioria é assintomática. No entanto, podem causar sangramento uterino anormal, incluindo sangramento pós-menopausa, que sempre deve ser investigado. A etiologia está ligada à estimulação estrogênica, e fatores como obesidade e diabetes podem influenciar seu desenvolvimento. A fisiopatologia dos pólipos endometriais envolve um crescimento focal do endométrio, muitas vezes associado a uma resposta exagerada aos estrogênios. O diagnóstico inicial é frequentemente feito por ultrassonografia transvaginal, que pode mostrar espessamento endometrial focal ou uma massa hiperecogênica. A histeroscopia é o método diagnóstico e terapêutico de escolha, permitindo a visualização direta e a remoção do pólipo para análise histopatológica. Embora a maioria dos pólipos endometriais seja benigna, há um risco, ainda que pequeno, de malignidade (adenocarcinoma) ou de coexistência com hiperplasia atípica ou câncer. Esse risco aumenta significativamente com a idade (especialmente pós-menopausa), a presença de sangramento uterino anormal, o uso de tamoxifeno (que tem efeito estrogênico no endométrio), obesidade, diabetes e o tamanho do pólipo (geralmente > 1,5 cm). Portanto, a avaliação histopatológica é crucial, especialmente em pacientes com fatores de risco.
Os principais fatores de risco incluem idade avançada, sangramento uterino anormal (especialmente pós-menopausa), uso de tamoxifeno, obesidade, diabetes mellitus e tamanho do pólipo superior a 1,5 cm.
A ultrassonografia transvaginal pode identificar pólipos como lesões hiperecogênicas na cavidade uterina. A presença de um vaso central ao Doppler e um tamanho maior pode sugerir maior risco, embora a histeroscopia com biópsia seja o padrão-ouro para o diagnóstico definitivo e avaliação histopatológica.
Em mulheres pós-menopausa com sangramento e pólipo endometrial, a conduta padrão é a remoção histeroscópica do pólipo com envio para análise histopatológica, devido ao risco aumentado de hiperplasia atípica ou malignidade.
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