HFASP - Hospital de Força Aérea de São Paulo — Prova 2020
Paciente de 45 anos com ciclos menstruais regulares, mas apresentando fluxo menstrual em quantidade aumentada há 6 meses, associado a dor tipo cólica nos períodos menstruais. A ultrassonografia transvaginal evidencia no interior da cavidade uterina uma imagem ecogênica de 10mm com aspecto nodular. De acordo com o caso clínico apresentado, a melhor conduta seria:
Menorragia + USG com imagem nodular intracavitária → Histeroscopia diagnóstica para pólipo endometrial.
A ultrassonografia transvaginal é o método de imagem inicial para avaliar sangramento uterino anormal, mas a histeroscopia é o padrão-ouro para o diagnóstico e tratamento de lesões intracavitárias, como pólipos endometriais, permitindo visualização direta e biópsia.
Pólipos endometriais são crescimentos benignos do endométrio, comuns em mulheres na perimenopausa e pós-menopausa, mas que podem ocorrer em qualquer idade reprodutiva. Eles são uma causa frequente de sangramento uterino anormal (SUA), como menorragia, metrorragia ou sangramento pós-menopausa, e podem estar associados a dismenorreia ou infertilidade. A prevalência aumenta com a idade e fatores como obesidade e tamoxifeno. O diagnóstico inicial de pólipos endometriais geralmente envolve a ultrassonografia transvaginal, que pode revelar espessamento endometrial focal ou imagens ecogênicas intracavitárias. No entanto, para a confirmação diagnóstica e para excluir malignidade, a histeroscopia diagnóstica é o método de escolha. Este procedimento permite a visualização direta da cavidade uterina, a localização precisa do pólipo e a realização de biópsia dirigida ou ressecção. A conduta para pólipos endometriais sintomáticos é a remoção cirúrgica via histeroscopia, que é minimamente invasiva e oferece alta taxa de sucesso. Pólipos assintomáticos podem ser observados, mas a remoção é considerada se houver fatores de risco para malignidade ou desejo de engravidar. A compreensão da abordagem diagnóstica e terapêutica é crucial para residentes em ginecologia.
Os pólipos endometriais frequentemente causam sangramento uterino anormal, como menorragia (fluxo intenso) ou metrorragia (sangramento irregular), e podem estar associados à dismenorreia ou infertilidade.
A histeroscopia é o padrão-ouro para o diagnóstico de pólipos endometriais, permitindo a visualização direta da cavidade uterina, a biópsia dirigida e, muitas vezes, a ressecção terapêutica na mesma sessão.
A ultrassonografia transvaginal é o método de imagem inicial para rastreamento, podendo identificar imagens ecogênicas nodulares na cavidade uterina, sugerindo a presença de pólipos ou outras lesões intracavitárias.
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