Hipermenorragia e Dismenorreia: Diagnóstico e Manejo

FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2024

Enunciado

Mulher de 40 anos com quadro de hipermenorragia associada a dismenorreia há 6 meses. Secundípara e tem laqueadura. Ao exame físico ginecológico não foram observadas alterações. Quanto às hipóteses diagnósticas, exames inicialmente indicados e tratamento adequado, escolha a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Pré-menopausa; dosar estrogênio e FSH; terapêutica com contraceptivos.
  2. B) Miomatose uterina; ressonância magnética; histerectomia.
  3. C) Carcinoma invasor de colo uterino; colposcopia; conização.
  4. D) Pólipo endometrial; ultrassonografia; exérese.
  5. E) Sangramento uterino anormal; hemograma; DIU com levonorgestrel.

Pérola Clínica

Hipermenorragia + dismenorreia + laqueadura → Pólipo endometrial (USG) → DIU levonorgestrel (tratamento).

Resumo-Chave

Mulher de 40 anos com hipermenorragia e dismenorreia, após laqueadura e exame físico normal, sugere causas intrauterinas benignas. Pólipo endometrial é uma hipótese comum, sendo a ultrassonografia o exame inicial. O tratamento pode incluir a exérese do pólipo e o DIU com levonorgestrel para controle do sangramento.

Contexto Educacional

A hipermenorragia, caracterizada por sangramento menstrual excessivo, e a dismenorreia, dor pélvica associada à menstruação, são queixas ginecológicas comuns que afetam significativamente a qualidade de vida das mulheres. Em mulheres de 40 anos, especialmente após procedimentos como a laqueadura, a investigação deve focar em causas uterinas benignas, uma vez que a fertilidade não é mais uma preocupação primária. O diagnóstico diferencial para hipermenorragia e dismenorreia é amplo e inclui condições como pólipos endometriais, miomatose uterina, adenomiose e distúrbios hormonais. A história clínica detalhada, incluindo o padrão de sangramento e a presença de outros sintomas, é crucial. O exame físico ginecológico, se normal, direciona a investigação para causas intrauterinas. A ultrassonografia transvaginal é o exame de primeira linha para avaliar a cavidade uterina e identificar lesões como pólipos ou miomas. O tratamento depende da causa subjacente e dos desejos da paciente. Para pólipos endometriais, a exérese histeroscópica é curativa. Para o controle do sangramento e da dor, o DIU com levonorgestrel é uma opção altamente eficaz, pois libera progestágeno que atrofia o endométrio, reduzindo o fluxo e a dismenorreia. Outras opções incluem contraceptivos hormonais combinados, anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) e, em casos refratários, procedimentos cirúrgicos como a ablação endometrial ou histerectomia.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais causas de hipermenorragia e dismenorreia em mulheres de 40 anos?

As principais causas incluem pólipos endometriais, miomas uterinos, adenomiose, distúrbios de coagulação e disfunções ovulatórias. A idade e o histórico reprodutivo são importantes para o diagnóstico diferencial.

Qual o exame de imagem inicial indicado para investigar hipermenorragia?

A ultrassonografia transvaginal é o exame de imagem inicial de escolha para investigar hipermenorragia, pois permite avaliar o endométrio, miométrio e ovários, identificando pólipos, miomas ou adenomiose.

Por que o DIU com levonorgestrel é uma opção de tratamento para hipermenorragia?

O DIU com levonorgestrel libera progestágeno diretamente no útero, causando atrofia endometrial e reduzindo significativamente o sangramento menstrual e a dismenorreia, sendo uma opção eficaz e de longo prazo.

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