Pólipo Endometrial: Diagnóstico, Metrorragia e Histeroscopia

SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2023

Enunciado

Uma paciente de 45 anos de idade comparece a uma consulta ambulatorial por metrorragia, com ultrassonografia transvaginal solicitada por outro médico, cujo laudo revela o seguinte: projeção digitiforme da camada endometrial com pequeno pedículo vascular, sem fluxo aumentado ao Doppler, com 3,5 cm. Com base nesse caso clínico, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Deve-se tranquilizar a paciente, por se tratar de uma lesão provavelmente benigna que não necessita de tratamento.
  2. B) Deve-se informar que, devido à idade da paciente, trata-se provavelmente de um câncer de endométrio.
  3. C) Apesar de se tratar de lesão provavelmente benigna, será necessário realizar histeroscopia para diagnóstico e tratamento.
  4. D) Nesse caso, deve-se sugerir tratamento clínico sem mais investigações.
  5. E) Deve-se indicar tratamento cirúrgico com laparoscopia para exérese da lesão.

Pérola Clínica

Metrorragia + pólipo endometrial > 1 cm ou sintomático → histeroscopia para diagnóstico e tratamento.

Resumo-Chave

A paciente apresenta metrorragia e ultrassonografia sugestiva de pólipo endometrial. Embora a maioria dos pólipos seja benigna, a presença de sangramento uterino anormal e o tamanho da lesão (3,5 cm) indicam a necessidade de histeroscopia para confirmação diagnóstica e tratamento, que geralmente é a polipectomia.

Contexto Educacional

O pólipo endometrial é uma proliferação focal benigna do endométrio, comum em mulheres, especialmente na perimenopausa e pós-menopausa. Embora a maioria seja benigna, eles são uma causa frequente de sangramento uterino anormal, como a metrorragia apresentada no caso. A ultrassonografia transvaginal é o método de imagem inicial para sua detecção, revelando uma projeção digitiforme da camada endometrial, muitas vezes com um pedículo vascular. A importância clínica dos pólipos reside na sua capacidade de causar sangramento e, em uma pequena porcentagem dos casos, na possibilidade de conter atipias ou malignidade, especialmente em mulheres mais velhas ou com pólipos de maior tamanho. Portanto, a conduta não deve ser apenas tranquilizar a paciente, mas sim investigar adequadamente. A histeroscopia é considerada o padrão-ouro para o diagnóstico e tratamento dos pólipos endometriais. Ela permite a visualização direta da lesão, a realização de biópsia dirigida e, mais comumente, a polipectomia histeroscópica, que é um procedimento minimamente invasivo e eficaz para a remoção completa do pólipo, aliviando os sintomas e permitindo a análise histopatológica para descartar malignidade.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas de um pólipo endometrial?

Os pólipos endometriais podem ser assintomáticos, mas frequentemente se manifestam com sangramento uterino anormal, como metrorragia (sangramento irregular entre os períodos), menorragia (sangramento menstrual excessivo) ou sangramento pós-menopausa. Dor pélvica é menos comum.

Por que a histeroscopia é o método de escolha para o diagnóstico e tratamento de pólipos endometriais?

A histeroscopia permite a visualização direta da cavidade uterina, possibilitando a confirmação do diagnóstico do pólipo, a avaliação de suas características (tamanho, localização, pedículo) e a realização da polipectomia (remoção cirúrgica) no mesmo procedimento. Isso garante tanto o diagnóstico histopatológico quanto o tratamento definitivo.

Qual a importância do tamanho do pólipo e da idade da paciente na decisão terapêutica?

Pólipos maiores que 1-1,5 cm, aqueles que causam sintomas (como metrorragia) ou os encontrados em mulheres na perimenopausa/pós-menopausa têm um risco ligeiramente maior de malignidade ou atipias. Nesses casos, a remoção histeroscópica é geralmente indicada para avaliação histopatológica e alívio dos sintomas.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo