Pólipo Endometrial: Diagnóstico e Tratamento Ideal

UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2020

Enunciado

Paciente de 37 anos e prole constituída apresenta hipermenorreia de longa duração. O exame de ultrassonografia transvaginal mostra imagem sugestiva de pólipo endometrial de 8 mm. A conduta preferencial para este caso é:

Alternativas

  1. A) histerectomia total.
  2. B) ablação endometrial.
  3. C) histeroscopia e biópsia.
  4. D) curetagem uterina.

Pérola Clínica

Pólipo endometrial sintomático ou > 10mm → histeroscopia com ressecção para diagnóstico e tratamento.

Resumo-Chave

Pólipos endometriais, especialmente os sintomáticos (como em casos de hipermenorreia) ou maiores que 10 mm, devem ser investigados e tratados preferencialmente por histeroscopia. Este procedimento permite a visualização direta, biópsia dirigida e, se necessário, a ressecção completa do pólipo, sendo superior à curetagem às cegas.

Contexto Educacional

Pólipos endometriais são crescimentos benignos do endométrio, frequentemente assintomáticos, mas que podem causar sangramento uterino anormal, como hipermenorreia, metrorragia ou sangramento pós-menopausa. Sua prevalência aumenta com a idade e em pacientes com obesidade, hipertensão e uso de tamoxifeno. A importância clínica reside na diferenciação de outras causas de sangramento e na exclusão de malignidade, especialmente em pólipos maiores ou em mulheres na pós-menopausa. O diagnóstico inicial é feito por ultrassonografia transvaginal, que pode sugerir a presença de um pólipo. No entanto, a confirmação e o tratamento definitivo exigem um procedimento mais invasivo. A fisiopatologia envolve um crescimento focal do endométrio, geralmente responsivo a estrogênios. A suspeita diagnóstica surge em pacientes com sangramento uterino anormal. A conduta preferencial para pólipos sintomáticos ou com características de risco (tamanho > 10mm, pós-menopausa) é a histeroscopia com biópsia ou ressecção. Este método permite a visualização direta da cavidade uterina, a identificação precisa do pólipo e sua remoção completa, além da coleta de material para exame histopatológico. A curetagem uterina, por ser um procedimento às cegas, tem menor sensibilidade para a detecção e remoção completa de pólipos. A histerectomia total e a ablação endometrial são condutas mais radicais, reservadas para casos específicos, como falha de tratamentos conservadores, malignidade ou desejo de esterilização em pacientes com outras patologias associadas.

Perguntas Frequentes

Quando um pólipo endometrial deve ser investigado?

Pólipos endometriais devem ser investigados quando sintomáticos, causando sangramento uterino anormal (como hipermenorreia), ou quando são maiores que 10 mm, devido ao risco de malignidade ou persistência dos sintomas.

Qual a vantagem da histeroscopia sobre a curetagem para pólipos?

A histeroscopia permite a visualização direta do pólipo, sua biópsia direcionada e ressecção completa sob visão, garantindo maior eficácia diagnóstica e terapêutica em comparação com a curetagem uterina, que é um procedimento às cegas.

Quais são os principais sintomas de um pólipo endometrial?

Os principais sintomas incluem sangramento uterino anormal, como hipermenorreia (sangramento menstrual excessivo), metrorragia (sangramento entre os períodos), sangramento pós-menopausa e, ocasionalmente, infertilidade.

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