CEREM - Comissão Estadual de Residência Médica do Mato Grosso do Sul — Prova 2015
Paciente de 30 anos, G2P0A2C0, ambos abortos espontâneos no 1º trimestre de gestação, sem curetagem, vem para consulta de rotina, nega morbidades e medicações, refere ciclos regulares de 28 dias, porém com fluxo aumentado e coágulos, com duração de 10 dias. Diante de tal caso, podemos suspeitar de qual patologia?
Sangramento uterino anormal + coágulos + abortos recorrentes → suspeitar de pólipo endometrial.
Pólipos endometriais são crescimentos benignos que podem causar sangramento uterino anormal, incluindo menorragia (fluxo aumentado e prolongado) e metrorragia. Em pacientes com histórico de abortos espontâneos, eles podem ser um fator contribuinte, embora a relação não seja direta para abortos de repetição.
Pólipos endometriais são proliferações focais e benignas do endométrio, compostas por glândulas, estroma e vasos sanguíneos. São uma das causas mais frequentes de sangramento uterino anormal (SUA) em mulheres na pré e pós-menopausa, com uma prevalência que varia de 10% a 24%. Sua importância clínica reside na capacidade de causar sintomas incômodos e, em alguns casos, estar associados a malignidade ou infertilidade. A fisiopatologia envolve um crescimento excessivo do endométrio, muitas vezes estimulado por estrogênio. O diagnóstico é primariamente realizado por ultrassonografia transvaginal, que pode ser complementada por histerossonografia para melhor visualização da cavidade uterina, ou histeroscopia, que é o padrão-ouro para diagnóstico e tratamento. A suspeita clínica surge em pacientes com menorragia, metrorragia, sangramento pós-coito ou infertilidade inexplicada. O tratamento definitivo para pólipos sintomáticos ou suspeitos de malignidade é a polipectomia histeroscópica. Embora a maioria seja benigna, a remoção é recomendada para aliviar sintomas, investigar histopatologicamente e, em alguns casos, melhorar as taxas de fertilidade. O prognóstico após a remoção é geralmente excelente, mas a recorrência é possível.
Os sintomas mais comuns incluem sangramento uterino anormal (menorragia, metrorragia), sangramento pós-menopausa, sangramento pós-coito e, em alguns casos, infertilidade ou abortos de repetição.
O diagnóstico é feito principalmente por ultrassonografia transvaginal, histerossonografia (saline infusion sonography - SIS) ou histeroscopia, que permite a visualização direta e biópsia.
Pólipos endometriais podem interferir na implantação embrionária ou na manutenção da gravidez, aumentando o risco de abortos espontâneos, especialmente se forem grandes ou múltiplos.
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