PSU PRMMT - Processo Seletivo Unificado de Residência Médica do MT — Prova 2024
G3 P2 A1, 42 anos, com ciclos regulares, procura atendimento relatando aumento da intensidade do fluxo menstrual há 4 meses. Nega comorbidades ou uso de medicamentos, realizou laqueadura tubária há 5 anos e não apresenta anormalidades no exame físico geral e ginecológico. Seu exame de USG Transvaginal, realizado no 12º dia do ciclo, evidencia útero em anteversão, com volume de 90 cm³ e ecotextura homogênea. Endométrio homogêneo, com espessura de 7 mm e padrão proliferativo, apresentando imagem ecogênica em região fúndica contendo pedículo vascular único, medindo 6 mm. Ovários com textura heterogênea e contornos regulares, à direita com volume de 6 cm³ e à esquerda com 12 cm³, contendo imagem cística simples, anecoica que mede 20 x 19 mm. Qual a causa deste sangramento uterino anormal?
Imagem ecogênica endometrial com pedículo vascular único + sangramento anormal = pólipo endometrial.
A descrição ultrassonográfica de uma imagem ecogênica em região fúndica com pedículo vascular único, em um contexto de sangramento uterino anormal (aumento do fluxo menstrual), é altamente sugestiva de pólipo endometrial. Miomas submucosos também podem causar sangramento, mas a descrição de 'pedículo vascular único' é mais característica de pólipo.
O sangramento uterino anormal (SUA) é uma queixa ginecológica comum que pode ter diversas etiologias, sendo fundamental para o residente realizar um diagnóstico diferencial preciso. Entre as causas estruturais de SUA, os pólipos endometriais são proliferações benignas do endométrio que podem causar sintomas como hipermenorreia (aumento do fluxo menstrual), sangramento intermenstrual ou sangramento pós-menopausa. A idade da paciente, a paridade e a história clínica são elementos importantes na avaliação inicial. A ultrassonografia transvaginal é o método de imagem de primeira linha para a investigação do SUA. No caso de pólipos endometriais, a USG pode evidenciar uma imagem ecogênica, bem delimitada, dentro da cavidade uterina, com um pedículo vascular único que pode ser visualizado ao Doppler colorido. Essa característica é um achado distintivo que ajuda a diferenciá-lo de outras condições, como miomas submucosos, que geralmente apresentam múltiplos vasos ou um padrão vascular diferente. A espessura endometrial e o padrão proliferativo são achados normais para o 12º dia do ciclo, o que direciona a investigação para a imagem focal. Para o residente, a capacidade de interpretar corretamente os achados ultrassonográficos em conjunto com a clínica é crucial. A identificação de um pólipo endometrial como causa do sangramento uterino anormal leva à conduta de histeroscopia para confirmação diagnóstica e tratamento (polipectomia), que é curativo na maioria dos casos. É importante também considerar a possibilidade de malignidade, especialmente em pacientes com fatores de risco ou achados atípicos, embora pólipos sejam predominantemente benignos.
Os sintomas mais comuns do pólipo endometrial incluem sangramento uterino anormal, como aumento do fluxo menstrual (hipermenorreia), sangramento intermenstrual, sangramento pós-coito ou sangramento pós-menopausa. Muitos pólipos, no entanto, são assintomáticos.
Na ultrassonografia transvaginal, o pólipo endometrial aparece como uma imagem ecogênica, homogênea, bem definida, localizada dentro da cavidade endometrial, frequentemente com um pedículo vascular único visível ao Doppler colorido, especialmente na fase proliferativa do ciclo.
Para pólipos endometriais sintomáticos, a conduta geralmente é a remoção cirúrgica por histeroscopia, que permite a visualização direta e a ressecção completa do pólipo, além da avaliação histopatológica para excluir malignidade.
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