SUS-RR - Sistema Único de Saúde de Roraima — Prova 2021
Mulher 40 anos, refere aumento do fluxo, duração e frequência do período menstrual há cerca de um ano. A ultrassonografia revela útero de 9 cm, contornos regulares, eco endometrial de 15mm e presença de lesão de 2, 1 cm por 1,3 cm na cavidade uterina. Assinale a alternativa com o diagnóstico mais provável.
Sangramento uterino anormal + USG com eco endometrial espessado e lesão intracavitária → Pólipo endometrial.
Pólipos endometriais são crescimentos benignos da camada interna do útero, frequentemente associados a sangramento uterino anormal (menorragia, metrorragia) e podem ser visualizados na ultrassonografia como espessamento endometrial ou lesão intracavitária.
Pólipos endometriais são proliferações focais benignas do endométrio, compostas por glândulas, estroma e vasos sanguíneos. São uma causa comum de sangramento uterino anormal (SUA) em mulheres na perimenopausa e pós-menopausa, mas podem ocorrer em qualquer idade reprodutiva. Sua prevalência aumenta com a idade e fatores de risco incluem obesidade, tamoxifeno e terapia de reposição hormonal. O diagnóstico inicial é frequentemente feito por ultrassonografia transvaginal, que pode mostrar um eco endometrial espessado ou uma massa intracavitária. A histerossonografia (ultrassonografia com infusão salina) melhora a acurácia diagnóstica ao distender a cavidade uterina. O diagnóstico definitivo e o tratamento são realizados por histeroscopia com polipectomia. É importante diferenciar de outras causas de SUA, como miomas submucosos, hiperplasia endometrial e carcinoma endometrial. O manejo dos pólipos endometriais sintomáticos é a remoção cirúrgica via histeroscopia. Pólipos assintomáticos podem ser observados, mas a remoção é considerada se houver fatores de risco para malignidade ou desejo de fertilidade. Para residentes, a capacidade de reconhecer os achados ultrassonográficos sugestivos e entender o fluxograma diagnóstico é fundamental para a prática ginecológica.
Os sintomas mais comuns incluem sangramento uterino anormal, como menorragia (fluxo menstrual intenso), metrorragia (sangramento irregular entre os períodos) e sangramento pós-menopausa.
O pólipo endometrial é frequentemente diagnosticado por ultrassonografia transvaginal, que pode revelar espessamento endometrial focal ou uma lesão intracavitária. A histerossonografia e a histeroscopia são métodos mais precisos.
Ambos podem causar sangramento e serem intracavitários. O pólipo é uma proliferação do endométrio, enquanto o mioma submucoso é um tumor benigno do miométrio que se projeta para a cavidade uterina. A histeroscopia é o padrão ouro para diferenciar.
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