CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2026
Qual o método considerado padrão ouro no diagnóstico de pólipo endometrial?
Padrão ouro para pólipo endometrial = Histeroscopia (permite visualização direta e biópsia).
A histeroscopia supera a ultrassonografia por permitir a visualização direta da cavidade uterina e a realização de biópsia ou tratamento no mesmo procedimento.
Pólipos endometriais são crescimentos excessivos localizados do estroma e glândulas endometriais, formando projeções sésseis ou pedunculadas na cavidade uterina. São uma das causas mais comuns de sangramento uterino anormal em mulheres de diversas faixas etárias. A fisiopatologia está frequentemente associada a um estado de hiperestrogenismo relativo ou desequilíbrio nos receptores hormonais endometriais. Na prática clínica, a ultrassonografia transvaginal costuma ser o exame de triagem inicial devido ao baixo custo e acessibilidade. No entanto, a histeroscopia consolidou-se como o padrão ouro (gold standard) por sua altíssima sensibilidade e especificidade. A técnica 'See-and-Treat' (ver e tratar) em ambiente ambulatorial tem se tornado cada vez mais comum, permitindo que o diagnóstico e a resolução cirúrgica ocorram de forma rápida e segura, minimizando a necessidade de múltiplas intervenções.
A principal vantagem da histeroscopia é a visualização direta da cavidade uterina, o que permite identificar com precisão a localização, o tamanho e a base de implantação do pólipo. Enquanto a ultrassonografia transvaginal pode apresentar resultados falso-positivos devido a coágulos ou espessamento endometrial focal, a histeroscopia oferece um diagnóstico definitivo. Além disso, ela possibilita a realização de biópsia dirigida ou a retirada completa da lesão (polipectomia) no mesmo tempo cirúrgico, unindo diagnóstico e tratamento.
A investigação deve ser realizada principalmente em pacientes que apresentam sangramento uterino anormal (SUA), seja no período reprodutivo ou, com maior urgência, na pós-menopausa. Pólipos também podem ser investigados em casos de infertilidade, pois podem interferir na implantação embrionária. Na pós-menopausa, embora a maioria dos pólipos seja benigna, existe um risco de 1% a 3% de malignização, o que torna a confirmação histopatológica essencial para excluir adenocarcinoma de endométrio.
A histerossonografia é uma técnica que combina a ultrassonografia transvaginal com a infusão de solução salina estéril na cavidade uterina. A distensão da cavidade pelo líquido melhora significativamente a visualização de lesões intracavitárias, como pólipos e miomas submucosos, apresentando maior acurácia que a ultrassonografia convencional. Contudo, ela ainda é considerada inferior à histeroscopia, pois permanece como um método de imagem indireto e não permite a intervenção terapêutica imediata.
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