INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2022
Mulher de 23 anos de idade procurou o ambulatório de ginecologia, com queixa de aumento da intensidade e duração do fluxo menstrual há 8 meses. Nulípara, tem como antecedentes três abortos espontâneos, nos quais não precisou realizar curetagem uterina. No exame físico, não apresentou qualquer alteração. Apresentou os seguintes exames complementares recentes:- Colpocitologia oncológica: alterações celulares benignas reativas ou reparativas.- Ultrassonografia: volume uterino de 88 cm³. Eco endometrial heterogêneo de 36 mm (normalidade considerada até 15 mm) com lesão hiperecoica de contornos regulares na cavidade uterina. Anexos sem alterações ultrassonográficas.Considerando a história clínica e os exames físico e complementar da paciente, assinale a opção que apresenta a hipótese diagnóstica e a conduta adequada, respectivamente.
Menorragia + USG eco endometrial heterogêneo/lesão hiperecoica → Pólipo endometrial = Histeroscopia diagnóstica/cirúrgica.
A queixa de menorragia e o achado ultrassonográfico de eco endometrial heterogêneo com lesão hiperecoica são altamente sugestivos de pólipo endometrial. A histeroscopia é o padrão-ouro para diagnóstico e tratamento, permitindo visualização direta e biópsia ou ressecção.
O pólipo endometrial é uma proliferação benigna do endométrio, comum em mulheres na perimenopausa e pós-menopausa, mas que pode ocorrer em qualquer idade reprodutiva. Sua importância clínica reside na associação com sangramento uterino anormal (menorragia, sangramento intermenstrual) e, em alguns casos, com infertilidade ou abortos de repetição, como visto na paciente. Embora a maioria seja benigna, uma pequena porcentagem pode apresentar atipias ou malignidade, justificando a investigação. A fisiopatologia envolve um crescimento focal do endométrio, geralmente sensível a estrogênios. O diagnóstico inicial é frequentemente realizado por ultrassonografia transvaginal, que pode revelar espessamento endometrial focal ou difuso, ou uma lesão hiperecoica na cavidade uterina. No entanto, a histeroscopia é o método diagnóstico e terapêutico de escolha, permitindo a visualização direta do pólipo, a biópsia para exclusão de malignidade e a ressecção completa. O tratamento de escolha para pólipos sintomáticos ou com risco de malignidade é a polipectomia histeroscópica, que é um procedimento minimamente invasivo e altamente eficaz. A remoção do pólipo geralmente resolve os sintomas de sangramento e pode melhorar as taxas de fertilidade em pacientes com infertilidade inexplicada. É crucial que o material seja enviado para análise histopatológica para confirmar a benignidade e excluir lesões pré-malignas ou malignas.
Os pólipos endometriais frequentemente causam sangramento uterino anormal, como menorragia (fluxo menstrual intenso e prolongado), sangramento intermenstrual ou pós-coito. Podem também estar associados à infertilidade.
O diagnóstico inicial é geralmente feito por ultrassonografia transvaginal, que pode mostrar espessamento endometrial ou lesões hiperecoicas. A histeroscopia é o método padrão-ouro para confirmação, permitindo visualização direta e biópsia.
A conduta para pólipos endometriais sintomáticos ou maiores que 1,5 cm, ou em mulheres com fatores de risco para malignidade, é a polipectomia histeroscópica. Pólipos pequenos e assintomáticos podem ser apenas observados.
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