UFMT Revalida - Universidade Federal de Mato Grosso — Prova 2022
Mulher de 47 anos, G2 PC2 A0, procura ginecologista queixando-se de sangramento menstrual prolongado. Relata que suas menstruações duravam em média 4-5 dias, mas nos últimos 6 meses o sangramento vem se prolongando por até 10 dias. Informa que realizou laqueadura tubária há 13 anos e desde então não faz uso de contraceptivos hormonais. Nega comorbidades. Após realização de exame físico e avaliação dos exames complementares, o médico conclui que a causa do sangramento anormal é de ordem estrutural. Qual achado é compatível com o caso descrito?
SUA com causa estrutural em mulher >40 anos → pensar em pólipo endometrial, mioma ou adenomiose.
O sangramento uterino anormal (SUA) de causa estrutural é classificado pelo sistema PALM-COEIN. Pólipos endometriais são uma causa comum de sangramento prolongado ou intermenstrual, especialmente em mulheres perimenopausadas, e são considerados uma causa estrutural (P de PALM).
O sangramento uterino anormal (SUA) é uma queixa ginecológica comum, especialmente em mulheres na perimenopausa. A classificação PALM-COEIN é fundamental para organizar as causas, dividindo-as em estruturais (PALM: Pólipo, Adenomiose, Leiomioma, Malignidade/Hiperplasia) e não estruturais (COEIN: Coagulopatia, Disfunção Ovulatória, Endometrial, Iatrogênica, Não classificada). O pólipo endometrial é um crescimento benigno do endométrio que pode causar sangramento prolongado, intermenstrual ou pós-coito, sendo uma das causas estruturais mais frequentes. O diagnóstico de pólipo endometrial geralmente envolve ultrassonografia transvaginal, que pode ser complementada por histerossonografia (infusão de soro fisiológico para melhor visualização da cavidade) ou histeroscopia, que permite a visualização direta e a remoção para análise histopatológica. A idade da paciente e a história de sangramento prolongado são pistas importantes para direcionar a investigação para causas estruturais. O tratamento dos pólipos endometriais sintomáticos é geralmente a polipectomia histeroscópica. É crucial diferenciar as causas de SUA para um manejo adequado, pois as abordagens terapêuticas variam significativamente entre as etiologias estruturais e não estruturais. A exclusão de malignidade é sempre uma prioridade na avaliação de sangramento uterino anormal, especialmente em mulheres mais velhas.
As causas estruturais são classificadas pelo acrônimo PALM: Pólipo, Adenomiose, Leiomioma (mioma) e Malignidade/Hiperplasia. Estas são lesões anatômicas detectáveis por imagem.
O diagnóstico é feito principalmente por ultrassonografia transvaginal, histerossonografia ou histeroscopia, que permite visualização direta e biópsia para confirmação histopatológica.
Causas estruturais (PALM) são lesões anatômicas detectáveis. Causas não estruturais (COEIN) incluem Coagulopatia, Disfunção Ovulatória, Endometrial, Iatrogênica e Não classificada, sem alterações anatômicas evidentes.
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