UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2024
Em ultrassonografia transvaginal para investigação de quadro de sangramento menstrual aumentado, com ciclos regulares há 8 meses, mulher de 42 anos apresenta o seguinte laudo: miométrio homogêneo, presença de imagem nodular hiperecogênica, ovoide, circunscrita, ocupando terço médio da cavidade endometrial, apresentando pedículo vascular ao estudo com Doppler colorido, medindo 18,0 mm em seu maior diâmetro. Assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico mais provável:
USG transvaginal: imagem nodular hiperecogênica, ovoide, circunscrita na cavidade endometrial com pedículo vascular → Pólipo endometrial.
Pólipos endometriais são crescimentos benignos da camada interna do útero, frequentemente associados a sangramento uterino anormal. A ultrassonografia transvaginal com Doppler colorido é a principal ferramenta diagnóstica, revelando uma massa hiperecogênica com pedículo vascular, diferenciando-o de outras patologias endometriais.
Pólipos endometriais são proliferações focais e benignas do endométrio, a camada interna do útero. Eles são uma causa comum de sangramento uterino anormal (SUA), afetando mulheres em idade reprodutiva e pós-menopausa. Embora geralmente benignos, uma pequena porcentagem pode conter atipias ou malignidade, especialmente em mulheres mais velhas ou com fatores de risco para câncer de endométrio. O reconhecimento e manejo adequados são fundamentais na prática ginecológica. A investigação de SUA frequentemente inicia com a ultrassonografia transvaginal. No caso de pólipos, a USG tipicamente revela uma imagem nodular, hiperecogênica, ovoide e bem circunscrita, que se projeta para dentro da cavidade endometrial. A presença de um pedículo vascular único ao estudo com Doppler colorido é um achado altamente sugestivo de pólipo, ajudando a diferenciá-lo de outras condições como miomas submucosos ou hiperplasia endometrial. A histerossonografia (USG com infusão salina) pode melhorar a visualização da cavidade e a delimitação do pólipo. O tratamento definitivo para pólipos sintomáticos ou suspeitos de malignidade é a polipectomia histeroscópica, que permite a remoção completa e o envio para análise histopatológica. Para residentes, é crucial dominar a interpretação dos achados ultrassonográficos e entender a importância da histeroscopia como método diagnóstico e terapêutico, garantindo a exclusão de lesões malignas e o alívio dos sintomas da paciente.
Os principais sintomas incluem sangramento uterino anormal, como sangramento menstrual aumentado (hipermenorreia), sangramento intermenstrual, sangramento pós-coito ou sangramento pós-menopausa. Muitos pólipos, no entanto, são assintomáticos.
A USG transvaginal é a primeira linha de investigação, mostrando uma imagem nodular, hiperecogênica, ovoide e circunscrita dentro da cavidade endometrial. O Doppler colorido pode identificar um pedículo vascular único que nutre o pólipo, um achado característico.
O diagnóstico diferencial inclui mioma submucoso, hiperplasia endometrial, câncer de endométrio e coágulos sanguíneos. A histeroscopia com biópsia é o padrão-ouro para confirmação e exclusão de malignidade, especialmente em casos suspeitos.
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