UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2020
Para o diagnóstico do pólipo endometrial, o método padrão-ouro é
Padrão-ouro para diagnóstico de pólipo endometrial = Videohisteroscopia, permitindo visualização direta e biópsia.
A videohisteroscopia é o método padrão-ouro para o diagnóstico de pólipos endometriais, pois permite a visualização direta da cavidade uterina, a identificação precisa do pólipo, sua localização e tamanho, além da possibilidade de biópsia dirigida ou ressecção no mesmo procedimento.
Pólipos endometriais são crescimentos benignos da camada interna do útero, o endométrio, que se projetam para a cavidade uterina. São comuns em mulheres na perimenopausa e pós-menopausa, mas podem ocorrer em qualquer idade. Embora geralmente benignos, podem estar associados a sangramento uterino anormal, infertilidade e, em uma pequena porcentagem, apresentar atipias ou malignidade. O diagnóstico preciso é fundamental para o manejo adequado. A ultrassonografia transvaginal (USTV) é frequentemente o primeiro exame realizado, podendo sugerir a presença de pólipos, especialmente quando complementada com histerossonografia (infusão de soro fisiológico na cavidade uterina para melhor visualização). No entanto, a USTV não permite a confirmação histopatológica nem a diferenciação definitiva de outras lesões. A videohisteroscopia é considerada o padrão-ouro para o diagnóstico de pólipos endometriais. Este procedimento minimamente invasivo permite a visualização direta da cavidade uterina através de uma câmera, possibilitando a identificação clara do pólipo, sua localização, tamanho e características. Além disso, a histeroscopia permite a realização de biópsia dirigida ou a ressecção completa do pólipo (histeroscopia cirúrgica) no mesmo tempo, o que é crucial para o diagnóstico histopatológico e tratamento definitivo. Outros métodos como a histerossalpingografia e a colposcopia não são adequados para o diagnóstico direto de pólipos endometriais.
A videohisteroscopia permite a visualização direta e em tempo real da cavidade uterina, possibilitando a identificação precisa do pólipo, sua morfologia, localização e a realização de biópsia dirigida ou ressecção no mesmo procedimento.
A ultrassonografia transvaginal é um excelente método de triagem, mas é operador-dependente e pode ter limitações na diferenciação entre pólipos, miomas submucosos ou hiperplasia endometrial. Não permite a biópsia dirigida para confirmação histopatológica.
As principais indicações incluem sangramento uterino anormal (menorragia, metrorragia, sangramento pós-menopausa), infertilidade, abortos de repetição e achados suspeitos em exames de imagem como a ultrassonografia.
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