Pólipo Endocervical: Manejo e Exérese em Ginecologia

SMS Campo Grande - Secretaria Municipal de Saúde (MS) — Prova 2025

Enunciado

Os sangramentos vaginais podem ser de origem ginecológica ou de origem gravídico-puerperal; por isso, é imprescindível diagnosticar ou afastar gravidez/puerpério. Os distúrbios menstruais e o sangramento genital são queixas frequentes na atenção primária e secundária, pois o sangramento uterino pósmenopausal e os distúrbios menstruais são problemas clínicos comuns. Para sangramentos por pólipo endocervical exteriorizado a conduta é:

Alternativas

  1. A) Biópsia e tamponamento com referenciamento para oncologista
  2. B) Compressão com gaze ou compressas por minutos. Se necessário até 24 horas
  3. C) Exérese do pólipo, encaminhar o material em solução de formol a 10% e solicitar histopatológico
  4. D) Tamponamento vaginal com sutura local compressiva
  5. E) Nenhuma das anteriores

Pérola Clínica

Pólipo endocervical exteriorizado com sangramento → Exérese simples e envio para histopatológico para afastar malignidade.

Resumo-Chave

Pólipos endocervicais são lesões benignas comuns que podem causar sangramento vaginal. A conduta padrão é a exérese do pólipo, que é um procedimento simples, e o envio do material para exame histopatológico para confirmar a benignidade e excluir qualquer potencial malignidade.

Contexto Educacional

Pólipos endocervicais são crescimentos benignos comuns do colo do útero, originários do epitélio glandular do canal endocervical. Eles são frequentemente encontrados em mulheres na perimenopausa ou pós-menopausa, mas podem ocorrer em qualquer idade. Embora geralmente benignos, sua importância clínica reside na capacidade de causar sangramento vaginal anormal, como sangramento pós-coito, intermenstrual ou pós-menopausal, o que pode gerar preocupação e necessitar de investigação para excluir causas mais graves. O diagnóstico é feito por inspeção visual durante o exame especular, onde o pólipo aparece como uma projeção avermelhada, friável, que pode se exteriorizar pelo orifício externo do colo. A conduta para pólipos sintomáticos ou grandes é a exérese, geralmente realizada em consultório com uma pinça, torcendo a base do pólipo. É crucial que todo material removido seja enviado para exame histopatológico em solução de formol a 10%. A análise histopatológica é imperativa para confirmar a benignidade do pólipo e, mais importante, para descartar a presença de lesões pré-malignas ou malignas que podem mimetizar um pólipo, como um adenocarcinoma endocervical. Residentes devem estar aptos a identificar e manejar pólipos endocervicais, garantindo que a investigação diagnóstica seja completa para a segurança da paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas mais comuns de um pólipo endocervical?

Os pólipos endocervicais são frequentemente assintomáticos, mas podem causar sangramento vaginal anormal, como sangramento pós-coito, sangramento intermenstrual ou sangramento pós-menopausal, e leucorreia.

Como é realizada a exérese de um pólipo endocervical?

A exérese é geralmente um procedimento simples realizado em consultório, utilizando uma pinça para torcer e remover o pólipo na sua base. O material deve ser sempre enviado para análise histopatológica.

Por que é importante o exame histopatológico do pólipo endocervical?

Embora a maioria dos pólipos seja benigna, o exame histopatológico é fundamental para confirmar o diagnóstico, descartar a presença de lesões pré-malignas (como hiperplasia atípica) ou malignas (como adenocarcinoma), que podem ter apresentação semelhante.

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