Pólipo Endocervical: Diagnóstico e Tratamento Adequado

Multivix - Faculdade Multivix Vitória (ES) — Prova 2025

Enunciado

Uma mulher de 40 anos, G2P2A0, apresenta sangramento intermenstrual recorrente e discreto aumento do corrimento vaginal há 3 meses. Durante o exame especular, é identificado um pólipo único, pediculado, protruindo pelo canal endocervical. A citologia oncótica é negativa para malignidade, e a ultrassonografia transvaginal mostra endométrio de espessura normal. Qual é o tratamento mais apropriado para esta paciente?

Alternativas

  1. A) Indicar histerectomia devido ao risco de malignidade em mulheres acima de 40 anos com polipose endocervical.
  2. B) Realizar polipectomia em ambiente ambulatorial, com retirada do pólipo e envio para exame histopatológico.
  3. C) Observar clinicamente, uma vez que os pólipos endocervicais raramente apresentam potencial maligno, e repetir a citologia em 6 meses.
  4. D) Realizar eletrocauterização do pólipo, sem necessidade de análise histopatológica, para evitar recidivas.

Pérola Clínica

Pólipo endocervical sintomático → polipectomia ambulatorial com envio para histopatológico.

Resumo-Chave

Pólipos endocervicais, embora geralmente benignos, podem causar sintomas como sangramento intermenstrual e corrimento. A remoção cirúrgica (polipectomia) é o tratamento de escolha para pólipos sintomáticos ou com características atípicas, sendo fundamental o envio do material para exame histopatológico para excluir malignidade, mesmo que rara.

Contexto Educacional

Pólipos endocervicais são crescimentos benignos comuns do colo do útero, originários da mucosa do canal endocervical. Eles são mais frequentes em mulheres multíparas na perimenopausa e pós-menopausa, embora possam ocorrer em qualquer idade. A importância clínica reside na sua capacidade de causar sangramento uterino anormal, como sangramento intermenstrual ou pós-coito, e corrimento vaginal, o que pode gerar preocupação e necessitar de investigação para excluir condições mais graves. O diagnóstico de um pólipo endocervical é geralmente feito durante o exame especular, onde se observa uma massa avermelhada, friável, que protrui do orifício externo do colo. A citologia oncótica é realizada para rastrear lesões cervicais, mas não é diagnóstica para o pólipo em si. A ultrassonografia transvaginal pode ser útil para avaliar o endométrio e excluir outras causas de sangramento, mas a visualização direta do pólipo cervical é o método mais eficaz para sua identificação. O tratamento mais apropriado para pólipos endocervicais sintomáticos ou com características suspeitas é a polipectomia, que pode ser realizada em ambiente ambulatorial. A remoção é geralmente simples, por torção ou pinçamento da base do pedículo. É imperativo que o material removido seja enviado para exame histopatológico, mesmo que a suspeita de malignidade seja baixa, para confirmar a natureza benigna do pólipo e descartar qualquer processo neoplásico. A recorrência é possível, mas geralmente não indica malignidade.

Perguntas Frequentes

Quais os sintomas mais comuns de um pólipo endocervical?

Os sintomas mais comuns de um pólipo endocervical incluem sangramento intermenstrual, sangramento pós-coito, sangramento pós-menopausa e aumento do corrimento vaginal. Muitos pólipos, no entanto, são assintomáticos e descobertos incidentalmente.

Por que é importante enviar o pólipo para exame histopatológico após a remoção?

É crucial enviar o pólipo para exame histopatológico para confirmar a natureza benigna da lesão e excluir a presença de malignidade ou lesões pré-malignas, como adenocarcinomas ou metaplasias atípicas, que, embora raras, podem mimetizar pólipos benignos.

A ultrassonografia transvaginal é útil no diagnóstico de pólipos endocervicais?

A ultrassonografia transvaginal pode identificar pólipos endometriais, mas pólipos endocervicais podem ser mais difíceis de visualizar claramente por este método, sendo o exame especular e o toque vaginal os principais para sua detecção. A citologia oncótica é importante para rastrear lesões cervicais.

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