Pólipo Endocervical: Diagnóstico da Lesão Benigna Cervical

Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2025

Enunciado

Uma mulher de 30 anos, assintomática, realiza exame ginecológico de rotina que revela uma lesão exofítica no colo do útero. A colposcopia é realizada e sugere tratar-se de uma lesão benigna. Qual das condições abaixo é mais comumente associada a lesões benignas do colo do útero?

Alternativas

  1. A) Adenocarcinoma cervical
  2. B) Pólipo endocervical
  3. C) Lesão intraepitelial escamosa de alto grau (HSIL)
  4. D) Carcinoma espinocelular

Pérola Clínica

Lesão exofítica, avermelhada e friável no orifício cervical, especialmente em multíparas, sugere pólipo endocervical, a lesão tumoral benigna mais comum do colo uterino.

Resumo-Chave

Pólipos endocervicais são proliferações focais benignas da mucosa do canal cervical. Embora geralmente assintomáticos, podem causar sangramento intermenstrual ou pós-coito. O diagnóstico diferencial com lesões malignas é crucial, e a remoção (polipectomia) com análise histopatológica é a conduta padrão.

Contexto Educacional

As lesões benignas do colo do útero são extremamente comuns na prática ginecológica. Entre elas, o pólipo endocervical é a lesão tumoral benigna mais frequente, consistindo em uma proliferação focal hiperplásica do epitélio endocervical. São mais comuns em mulheres multíparas, geralmente entre 40 e 60 anos, e sua etiologia pode estar relacionada à inflamação crônica ou a uma resposta anormal aos estrogênios. Clinicamente, os pólipos podem ser assintomáticos ou causar sangramento uterino anormal, como spotting intermenstrual ou sangramento pós-coito. Ao exame especular, apresentam-se como estruturas avermelhadas, lisas, friáveis e pediculadas, que se projetam através do orifício cervical externo. O diagnóstico diferencial de lesões exofíticas cervicais inclui mioma parido, papiloma escamoso, condiloma e, crucialmente, carcinoma cervical. O manejo consiste na remoção do pólipo (polipectomia), que pode ser realizada em consultório por torção da base do pedículo. Todo o tecido removido deve ser enviado para exame histopatológico para confirmar o diagnóstico e excluir malignidade, que é encontrada em menos de 1% dos casos. O prognóstico após a remoção é excelente, embora possa haver recorrência.

Perguntas Frequentes

Quais os sintomas mais comuns de um pólipo endocervical?

Muitos pólipos são assintomáticos e descobertos em exames de rotina. Quando sintomáticos, as manifestações mais comuns incluem sangramento intermenstrual (spotting), sangramento pós-coito, sangramento menstrual aumentado (menorragia) ou corrimento vaginal (leucorreia).

Como diferenciar um pólipo endocervical de uma lesão maligna ao exame?

A diferenciação definitiva é sempre histopatológica. Contudo, ao exame especular e colposcopia, pólipos costumam ser lisos, avermelhados, pediculados e móveis. Lesões malignas são frequentemente mais irregulares, endurecidas, ulceradas, friáveis e podem apresentar vasos atípicos.

Qual a conduta diante de um pólipo endocervical sintomático ou suspeito?

A conduta padrão é a polipectomia, um procedimento simples geralmente realizado em ambiente ambulatorial. O material removido deve ser obrigatoriamente enviado para análise histopatológica para confirmar a benignidade e excluir a rara possibilidade de malignidade.

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