Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2025
Uma mulher de 30 anos, assintomática, realiza exame ginecológico de rotina que revela uma lesão exofítica no colo do útero. A colposcopia é realizada e sugere tratar-se de uma lesão benigna. Qual das condições abaixo é mais comumente associada a lesões benignas do colo do útero?
Lesão exofítica, avermelhada e friável no orifício cervical, especialmente em multíparas, sugere pólipo endocervical, a lesão tumoral benigna mais comum do colo uterino.
Pólipos endocervicais são proliferações focais benignas da mucosa do canal cervical. Embora geralmente assintomáticos, podem causar sangramento intermenstrual ou pós-coito. O diagnóstico diferencial com lesões malignas é crucial, e a remoção (polipectomia) com análise histopatológica é a conduta padrão.
As lesões benignas do colo do útero são extremamente comuns na prática ginecológica. Entre elas, o pólipo endocervical é a lesão tumoral benigna mais frequente, consistindo em uma proliferação focal hiperplásica do epitélio endocervical. São mais comuns em mulheres multíparas, geralmente entre 40 e 60 anos, e sua etiologia pode estar relacionada à inflamação crônica ou a uma resposta anormal aos estrogênios. Clinicamente, os pólipos podem ser assintomáticos ou causar sangramento uterino anormal, como spotting intermenstrual ou sangramento pós-coito. Ao exame especular, apresentam-se como estruturas avermelhadas, lisas, friáveis e pediculadas, que se projetam através do orifício cervical externo. O diagnóstico diferencial de lesões exofíticas cervicais inclui mioma parido, papiloma escamoso, condiloma e, crucialmente, carcinoma cervical. O manejo consiste na remoção do pólipo (polipectomia), que pode ser realizada em consultório por torção da base do pedículo. Todo o tecido removido deve ser enviado para exame histopatológico para confirmar o diagnóstico e excluir malignidade, que é encontrada em menos de 1% dos casos. O prognóstico após a remoção é excelente, embora possa haver recorrência.
Muitos pólipos são assintomáticos e descobertos em exames de rotina. Quando sintomáticos, as manifestações mais comuns incluem sangramento intermenstrual (spotting), sangramento pós-coito, sangramento menstrual aumentado (menorragia) ou corrimento vaginal (leucorreia).
A diferenciação definitiva é sempre histopatológica. Contudo, ao exame especular e colposcopia, pólipos costumam ser lisos, avermelhados, pediculados e móveis. Lesões malignas são frequentemente mais irregulares, endurecidas, ulceradas, friáveis e podem apresentar vasos atípicos.
A conduta padrão é a polipectomia, um procedimento simples geralmente realizado em ambiente ambulatorial. O material removido deve ser obrigatoriamente enviado para análise histopatológica para confirmar a benignidade e excluir a rara possibilidade de malignidade.
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