Pólipo de Cólon Sigmoide: Diagnóstico e Polipectomia Endoscópica

HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2022

Enunciado

Mulher de 48 anos foi submetida à primeira colonoscopia para rastreamento do câncer colorretal. Nega perda de peso, dor abdominal ou alteração do hábito intestinal. No entanto, diz ter evidenciado algumas vezes a presença de sangue nas fezes. Pai com antecedente pessoal de pólipos do cólon e mão falecida por neoplasia de reto. Durante a colonoscopia, identificou-se o seguinte achado no cólon sigmoide (Figuras 1 e 2). Quais são o diagnóstico e a conduta de escolha?

Alternativas

  1. A) Neoplasia obstrutiva do cólon sigmoide; retossigmoidectomia videolaparoscópica.
  2. B) Doença diverticular do cólon sigmoide; observação clínica.
  3. C) Pólipo do cólon sigmoide; quimioterapia.
  4. D) Pólipo do cólon sigmoide; polipectomia endoscópica.
  5. E) Linfoma do cólon sigmoide; quimioterapia.

Pérola Clínica

Pólipo de cólon sigmoide em rastreamento com história familiar → polipectomia endoscópica é a conduta de escolha.

Resumo-Chave

A presença de sangue nas fezes, história familiar de pólipos e neoplasia colorretal, e o achado colonoscópico de um pólipo no cólon sigmoide, mesmo na ausência de sintomas obstrutivos, indicam a necessidade de remoção. A polipectomia endoscópica é o tratamento padrão para pólipos, visando prevenir a progressão para câncer.

Contexto Educacional

O rastreamento do câncer colorretal (CCR) é uma estratégia fundamental para a detecção precoce de lesões pré-malignas (pólipos adenomatosos) ou câncer em estágio inicial, melhorando significativamente o prognóstico. A colonoscopia é o método padrão-ouro para o rastreamento, permitindo a visualização direta da mucosa do cólon e reto, a biópsia de lesões suspeitas e a remoção terapêutica de pólipos. A idade de início do rastreamento e a frequência dependem de fatores de risco individuais, como história familiar de pólipos ou CCR. Neste caso, a paciente apresenta fatores de risco importantes: idade (48 anos, próxima à idade de início de rastreamento geral, mas com história familiar que pode antecipar) e história familiar de pólipos e neoplasia de reto. A presença de sangue nas fezes, mesmo que ocasional, é um sintoma que sempre deve ser investigado. O achado de um pólipo no cólon sigmoide durante a colonoscopia é uma descoberta comum e crucial. A conduta de escolha para a maioria dos pólipos colorretais é a polipectomia endoscópica. Este procedimento permite a remoção completa do pólipo através do colonoscópio, evitando a necessidade de cirurgia aberta e prevenindo a progressão do pólipo para um câncer invasivo. Após a remoção, o pólipo é enviado para análise histopatológica para determinar seu tipo (adenomatoso, hiperplásico, serrilhado) e grau de displasia, o que guiará a vigilância colonoscópica futura.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da história familiar no rastreamento de câncer colorretal?

A história familiar de pólipos ou câncer colorretal aumenta significativamente o risco individual. Pacientes com parentes de primeiro grau afetados devem iniciar o rastreamento mais cedo e com maior frequência, conforme as diretrizes, devido à predisposição genética.

Quando a polipectomia endoscópica é a conduta de escolha para pólipos?

A polipectomia endoscópica é a conduta de escolha para a maioria dos pólipos colorretais, especialmente os menores e sésseis ou pediculados, pois permite a remoção completa da lesão com baixo risco e evita a progressão para câncer, além de fornecer material para análise histopatológica.

Quais são os sinais de alerta para câncer colorretal que justificam uma colonoscopia?

Sinais de alerta incluem sangramento retal, alteração persistente do hábito intestinal (diarreia ou constipação de início recente), dor abdominal inexplicável, perda de peso não intencional e anemia ferropriva de causa desconhecida. A idade e a história familiar também são fatores importantes.

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