HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2023
Um homem de 66 anos foi submetido à colonoscopia para rastreamento do câncer colorretal. Negava qualquer sintoma. Durante a colonoscopia, identificou-se, no cólon transverso, a lesão mostrada nas fotos 1 e 2.Qual é o diagnóstico e a respectiva conduta adequada?
Pólipos colônicos assintomáticos → ressecção endoscópica para diagnóstico e tratamento.
Em rastreamento de câncer colorretal, a identificação de lesões polipoides, mesmo que assintomáticas, geralmente indica a necessidade de ressecção endoscópica. Esta abordagem permite a análise histopatológica para determinar a natureza da lesão (benigna, adenoma, carcinoma precoce) e, em muitos casos, é curativa.
O rastreamento do câncer colorretal é fundamental para a detecção precoce de lesões pré-malignas (pólipos adenomatosos) e malignas. A colonoscopia é o método padrão-ouro, permitindo não apenas a visualização, mas também a biópsia e a ressecção de lesões. A identificação de um pólipo em um paciente assintomático durante o rastreamento é um achado comum e a conduta adequada é crucial para prevenir a progressão para câncer invasivo. A maioria dos pólipos pode ser removida endoscopicamente, um procedimento minimamente invasivo e altamente eficaz. A fisiopatologia dos pólipos adenomatosos envolve uma sequência de alterações genéticas que levam à displasia e, eventualmente, ao carcinoma. A ressecção endoscópica interrompe essa progressão. A decisão sobre a conduta depende das características do pólipo (tamanho, morfologia, localização) e do risco do paciente. Pólipos sésseis ou pediculados menores geralmente são removidos por polipectomia simples, enquanto lesões maiores ou planas podem exigir mucosectomia ou dissecção submucosa endoscópica. Após a ressecção, o material é enviado para histopatologia para determinar o tipo de pólipo e a presença de displasia ou invasão. O resultado histopatológico guiará o seguimento colonoscópico do paciente. É importante que residentes compreendam a importância do rastreamento, as técnicas de ressecção endoscópica e os critérios para o seguimento pós-polipectomia, visando a prevenção primária e secundária do câncer colorretal.
Pólipos colônicos são frequentemente assintomáticos, sendo detectados em colonoscopias de rastreamento. A indicação de ressecção endoscópica baseia-se no tamanho, morfologia e potencial de malignidade da lesão, independentemente dos sintomas.
A ressecção endoscópica é a conduta inicial porque permite a remoção completa da lesão para análise histopatológica, confirmando o diagnóstico e, em muitos casos, sendo curativa para pólipos adenomatosos e carcinomas precoces não invasivos.
Lesões com características de invasão profunda (ulceração, rigidez, tamanho grande, aspecto infiltrativo) ou biópsias que já indicam carcinoma invasivo podem exigir avaliação para ressecção cirúrgica, especialmente se a ressecção endoscópica completa não for viável ou segura.
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