AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2025
Paciente de 34 anos vem à consulta por sangramento uterino anormal há 2 meses. No exame físico especular, foi identificada uma lesão polipoide, friável, extruindo pelo colo uterino. A paciente tem dosagem de progesterona de 4 ng/ml (valores de normalidade após a ovulação = 5 a 20 ng/ml). A hipótese diagnóstica mais provável e a conduta adequada são, respectivamente:
Sangramento uterino anormal + lesão polipoide friável no colo → Pólipo cervical prolapsado.
A presença de uma lesão polipoide e friável extruindo pelo colo uterino em uma paciente com sangramento uterino anormal é altamente sugestiva de pólipo cervical prolapsado. A dosagem de progesterona baixa, embora possa sugerir disfunção ovulatória, não é o achado principal para esta lesão.
O sangramento uterino anormal (SUA) é uma queixa ginecológica comum, e sua investigação requer uma abordagem sistemática. A presença de uma lesão polipoide, friável e extruindo pelo colo uterino em uma paciente de 34 anos com SUA há dois meses é um achado clínico altamente sugestivo de pólipo cervical prolapsado. Pólipos cervicais são crescimentos benignos do epitélio endocervical, frequentemente pedunculados e vascularizados, o que os torna friáveis e propensos a sangrar. A dosagem de progesterona de 4 ng/ml, abaixo dos valores de normalidade pós-ovulação (5 a 20 ng/ml), indica uma fase lútea inadequada ou anovulação, que por si só pode causar sangramento uterino disfuncional. No entanto, a descrição da lesão polipoide é o achado mais proeminente e direcionador do diagnóstico neste caso. Embora o câncer de colo uterino seja um diferencial importante para qualquer lesão friável no colo, a característica "polipoide" favorece o pólipo. Abortamento em curso geralmente se apresenta com dor e dilatação cervical, e mola hidatiforme teria outros sinais como útero maior que o esperado para a idade gestacional e níveis elevados de hCG. A conduta adequada para um pólipo cervical é a sua remoção (polipectomia), que pode ser realizada em consultório ou centro cirúrgico, dependendo do tamanho e da base do pólipo. O material deve ser enviado para análise histopatológica para confirmar a benignidade e excluir qualquer malignidade subjacente. Encaminhar para um ginecologista é a conduta apropriada para a avaliação e tratamento definitivos.
Os pólipos cervicais são frequentemente assintomáticos, mas podem causar sangramento uterino anormal, como sangramento pós-coito, intermenstrual ou menorragia, especialmente se forem grandes ou friáveis.
O diagnóstico é geralmente feito durante o exame especular, onde o pólipo é visualizado como uma lesão polipoide, avermelhada e friável, extruindo do orifício cervical. A biópsia é necessária para confirmação histopatológica.
A conduta inicial é a remoção do pólipo (polipectomia), que geralmente é um procedimento simples e pode ser realizado em consultório. O material deve ser enviado para análise histopatológica para excluir malignidade.
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