IFF/Fiocruz - Instituto Fernandes Figueira (RJ) — Prova 2020
Paciente de 58 anos é submetido à colonoscopia devido a uma pesquisa positiva de sangue oculto nas fezes. Ele é hipertenso e possui doença arterial coronariana, utilizando regularmente enalapril 20 mg/dia, AAS 200mg/dia, atorvastatina 20mg/dia e metformina 2000mg/dia. A colonoscopia revelou pólipo de 2,5cm no cólon descendente, o qual foi ressecado e o laudo do exame histopatológico mostrou pólipo adenomatoso com displasia de alto grau. Assinale a alternativa correta em relação à conduta recomendada:
Pólipo adenomatoso com displasia de alto grau ressecado → Colonoscopia de vigilância em 3-5 anos.
Pólipos adenomatosos com displasia de alto grau, mesmo após ressecção completa, indicam um risco aumentado de câncer colorretal e de recorrência de pólipos. As diretrizes atuais recomendam um intervalo de vigilância mais curto, geralmente 3 a 5 anos, para a próxima colonoscopia de controle.
Pólipos adenomatosos são lesões pré-malignas do cólon e reto, e a displasia de alto grau representa um estágio avançado no processo de carcinogênese colorretal, indicando um risco substancialmente aumentado de progressão para adenocarcinoma invasivo. A detecção e ressecção desses pólipos via colonoscopia são cruciais para a prevenção do câncer colorretal. No caso de um pólipo adenomatoso com displasia de alto grau que foi completamente ressecado endoscopicamente, a conduta recomendada não é a cirurgia (colectomia), mas sim um programa rigoroso de vigilância colonoscópica. As diretrizes atuais, como as da American College of Gastroenterology (ACG) ou da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED), recomendam que pacientes com pólipos adenomatosos avançados (incluindo aqueles com displasia de alto grau) sejam submetidos a uma colonoscopia de controle em um intervalo mais curto, geralmente entre 3 a 5 anos, dependendo de outros fatores de risco e achados. É fundamental para residentes compreender a estratificação de risco dos pólipos colorretais e as diretrizes de vigilância pós-polipectomia, pois a adesão a essas recomendações é vital para a prevenção secundária do câncer colorretal. A colectomia é reservada para casos de câncer invasivo, ressecção endoscópica incompleta com margens comprometidas ou pólipos muito grandes e complexos que não podem ser removidos endoscopicamente com segurança.
A displasia de alto grau representa um estágio avançado na sequência adenoma-carcinoma, indicando um risco significativamente maior de progressão para câncer colorretal invasivo se não for completamente removida e monitorada.
A colectomia é geralmente indicada para câncer colorretal invasivo, pólipos com ressecção endoscópica incompleta, ou pólipos com características de alto risco que não podem ser manejados endoscopicamente.
O intervalo é influenciado pelo número, tamanho e histologia dos pólipos (adenoma tubular, viloso, serrilhado, displasia de baixo ou alto grau), bem como pela qualidade da colonoscopia anterior e histórico familiar.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo