Santa Casa de Cuiabá (MT) — Prova 2020
A perda dessa sensibilidade indica a presença de polineuropatia distal simétrica PNDS e é fator de risco para a ulceração nos pés em pessoas com diabetes. O item correto é:
PNDS: envolvimento de fibras grossas causa dormência, formigamento e perda da sensibilidade protetora, risco de úlceras.
A polineuropatia diabética distal simétrica (PNDS) pode afetar tanto fibras finas quanto grossas. O envolvimento das fibras grossas é responsável pela perda da sensibilidade protetora, dormência e formigamento, sendo um fator crucial para o desenvolvimento de úlceras nos pés diabéticos.
A polineuropatia diabética distal simétrica (PNDS) é uma das complicações crônicas mais prevalentes e debilitantes do diabetes melito, afetando significativamente a qualidade de vida dos pacientes e sendo o principal fator de risco para o desenvolvimento do pé diabético. Ela resulta de danos nos nervos periféricos devido à hiperglicemia crônica e outros fatores metabólicos. A PNDS pode afetar diferentes tipos de fibras nervosas. As fibras finas são responsáveis pela percepção de dor e temperatura, enquanto as fibras grossas são responsáveis pela sensibilidade vibratória, propriocepção, tato e reflexos tendíneos profundos. O envolvimento de fibras grossas é particularmente crítico, pois leva à perda da sensibilidade protetora, que é a capacidade de sentir estímulos que poderiam causar lesões. A perda da sensibilidade protetora, manifestada por dormência e formigamento, é um preditor forte de ulceração nos pés. Pacientes com essa condição não percebem traumas menores, pressão contínua ou calçados inadequados, o que leva à formação de calos, bolhas e, posteriormente, úlceras que podem se infectar e, em casos graves, resultar em amputações. O rastreamento regular da sensibilidade protetora com monofilamento de Semmes-Weinstein é essencial na prevenção do pé diabético.
A PNDS é a forma mais comum de neuropatia diabética, caracterizada por danos nos nervos periféricos, geralmente começando nos pés e progredindo simetricamente para as pernas e mãos, causando perda de sensibilidade e dor.
A perda da sensibilidade protetora devido à PNDS impede que o paciente perceba lesões, pressão excessiva ou atrito nos pés, levando à formação de calos, bolhas e, eventualmente, úlceras que podem infeccionar e progredir para amputações.
O envolvimento de fibras grossas na PNDS manifesta-se como dormência, formigamento, perda da sensibilidade vibratória e proprioceptiva, e diminuição ou ausência de reflexos tendíneos profundos, especialmente no tornozelo.
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