FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2021
Homem de 50 anos relata fraqueza e fadiga nos últimos 3 meses. Refere dificuldade crescente para realizar com certas tarefas, como pentear o cabelo, levantar de uma cadeira ou subir escadas. Ele negava problemas para falar ou engolir. Ao exame apresenta força muscular 4 em 5 na extensão do pescoço e músculos proximais dos braços e pernas bilateralmente. Sensibilidade e reflexos não mostraram nenhuma alteração. Qual o diagnóstico?
Fraqueza muscular proximal simétrica progressiva (braços, pernas, pescoço) sem alterações sensitivas/reflexos → Polimiosite.
A polimiosite é uma miopatia inflamatória idiopática caracterizada por fraqueza muscular proximal progressiva e simétrica, afetando principalmente os músculos dos ombros, quadris e pescoço. A ausência de alterações sensitivas ou de reflexos profundos é um achado chave que a diferencia de neuropatias ou doenças da junção neuromuscular.
A polimiosite é uma miopatia inflamatória idiopática crônica, caracterizada por inflamação e degeneração dos músculos esqueléticos, levando à fraqueza muscular progressiva. Afeta predominantemente adultos, com pico de incidência entre 40 e 60 anos, e é mais comum em mulheres. A etiologia é autoimune, com infiltrado inflamatório de linfócitos T citotóxicos nos fascículos musculares. A fisiopatologia envolve uma resposta imune mediada por células T contra antígenos musculares, resultando em necrose e regeneração das fibras musculares. O diagnóstico é clínico, laboratorial e histopatológico. Clinicamente, os pacientes apresentam fraqueza muscular proximal, simétrica e progressiva, afetando principalmente os músculos da cintura escapular e pélvica, e os flexores do pescoço. Tarefas como levantar os braços acima da cabeça, subir escadas ou levantar-se de uma cadeira tornam-se difíceis. Mialgias podem estar presentes, mas não são universais. A ausência de envolvimento sensitivo e reflexos normais são achados importantes para o diagnóstico diferencial. O diagnóstico diferencial inclui outras miopatias inflamatórias (dermatomiosite, miopatia por corpos de inclusão), miastenia gravis, doenças do neurônio motor e miopatias metabólicas. Exames complementares incluem elevação de enzimas musculares (creatinoquinase - CK, aldolase, LDH), eletroneuromiografia com padrão miopático e biópsia muscular, que é o padrão-ouro, mostrando infiltrado inflamatório endomisial. O tratamento geralmente envolve corticosteroides e imunossupressores, visando reduzir a inflamação e melhorar a força muscular.
A polimiosite manifesta-se principalmente por fraqueza muscular proximal progressiva e simétrica, afetando músculos como os do pescoço, ombros e quadris. Isso causa dificuldade em tarefas como pentear o cabelo, levantar de uma cadeira ou subir escadas.
A polimiosite se distingue pela fraqueza proximal sem alterações sensitivas ou de reflexos profundos. Miastenia gravis apresenta flutuação da fraqueza e envolvimento ocular/bulbar, enquanto doenças do neurônio motor cursam com atrofia, fasciculações e alterações de reflexos.
O diagnóstico é suportado por elevação de enzimas musculares (CK, DHL, aldolase), eletroneuromiografia com padrão miopático, autoanticorpos (ex: anti-Jo-1) e biópsia muscular, que revela inflamação endomisial com infiltrado de linfócitos T CD8+.
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