Polimialgia Reumática: Diagnóstico e Tratamento Essencial

Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2022

Enunciado

Paciente masculino de 70 anos, com quadro de dor em ombros, com rigidez matinal e impotência funcional ao exame, associado a queda do estado geral e febre não aferida. Ao laboratório, apresentava provas de atividade inflamatória elevadas: VHS 105 mm 1ª hora e PCR 6,0 mg/dl e enzimas musculares (CK, aldolase) normais. Marque a alternativa ERRADA:

Alternativas

  1. A) O exame mais importante inicialmente são as provas de atividade inflamatória, como VHS e PCR, que quase sempre estão elevadas guardando correlação com atividade de doença.
  2. B) A presença de cefaleia e claudicação de mandíbula associadas, sugere associação com artrite temporal.
  3. C) O diagnóstico diferencial inclui artrite reumatoide do idoso, doenças infecciosas e neoplásicas
  4. D) O tratamento inicial é com esteroides, dose inicial equivalente de prednisona sempre acima de 40mg/dia.

Pérola Clínica

Polimialgia reumática: dor/rigidez ombros/cintura pélvica, ↑ VHS/PCR, CK normal. Prednisona 15-20mg/dia inicial.

Resumo-Chave

A polimialgia reumática é uma doença inflamatória comum em idosos, caracterizada por dor e rigidez em ombros e cintura pélvica, com marcadores inflamatórios elevados e enzimas musculares normais. A dose inicial de prednisona geralmente varia de 15 a 20 mg/dia, sendo doses mais altas reservadas para casos com suspeita de arterite temporal associada.

Contexto Educacional

A polimialgia reumática (PMR) é uma síndrome inflamatória crônica que afeta principalmente indivíduos com mais de 50 anos, sendo mais comum em mulheres. Caracteriza-se por dor e rigidez bilateral e simétrica nos ombros e/ou cintura pélvica, com rigidez matinal prolongada (>45 minutos). A importância clínica reside na sua prevalência e na necessidade de um diagnóstico diferencial cuidadoso para excluir outras condições, como artrite reumatoide do idoso, infecções e neoplasias. O diagnóstico da PMR é clínico, suportado por exames laboratoriais que demonstram elevação acentuada das provas de atividade inflamatória, como VHS e PCR, enquanto as enzimas musculares (CK, aldolase) permanecem normais. A associação com arterite temporal (AT) é crucial, pois a AT é uma emergência reumatológica que pode levar à cegueira se não tratada prontamente. Sintomas como cefaleia de novo início, claudicação de mandíbula e alterações visuais devem levantar a suspeita de AT. O tratamento da PMR é baseado em corticosteroides, com prednisona sendo a droga de escolha. A dose inicial típica para PMR isolada é de 15 a 20 mg/dia, com resposta dramática e rápida. Doses mais elevadas (40-60 mg/dia) são indicadas quando há suspeita ou confirmação de arterite temporal para prevenir complicações isquêmicas. O prognóstico é geralmente bom com o tratamento adequado, mas a doença pode exigir terapia prolongada e monitoramento para recaídas e efeitos adversos dos corticosteroides.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da polimialgia reumática?

Dor e rigidez matinal em ombros e cintura pélvica, que duram mais de 45 minutos, associadas a sintomas constitucionais como febre e queda do estado geral.

Qual a dose inicial de prednisona para polimialgia reumática?

A dose inicial recomendada de prednisona para polimialgia reumática é de 15 a 20 mg/dia, com ajuste gradual conforme a resposta clínica e laboratorial.

Como diferenciar polimialgia reumática de arterite temporal?

A arterite temporal é uma vasculite de grandes vasos que pode coexistir com a polimialgia reumática, apresentando sintomas adicionais como cefaleia, claudicação de mandíbula e alterações visuais.

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