USP/Ribeirão Preto - Exame Revalida — Prova 2019
Mulher, 55 anos, procura atendimento médico por quadro de dor e rigidez de uma hora ao acordar em pescoço, bilateralmente em ombros e quadril, cansaço e emagrecimento nos últimos 2 meses. VHS (1 minuto) = 75 mm.Qual o diagnóstico mais provável?
Mulher >50 anos com dor e rigidez matinal >1h em ombros/quadril + VHS ↑ → Polimialgia Reumática.
A polimialgia reumática (PMR) é uma doença inflamatória que afeta principalmente indivíduos acima de 50 anos, caracterizada por dor e rigidez matinal prolongada (geralmente >30-60 minutos) na cintura escapular e pélvica, frequentemente acompanhada de sintomas constitucionais como cansaço e perda de peso, e elevação acentuada de marcadores inflamatórios como o VHS.
A polimialgia reumática (PMR) é uma síndrome inflamatória crônica que afeta principalmente indivíduos com mais de 50 anos, sendo mais comum em mulheres. Caracteriza-se por dor e rigidez significativas na cintura escapular e pélvica, que são mais intensas pela manhã e duram mais de 30 a 60 minutos. É uma das causas mais comuns de dor inflamatória em idosos e frequentemente está associada à arterite de células gigantes, uma vasculite grave que pode levar à cegueira se não tratada. A importância clínica reside no reconhecimento precoce para evitar complicações e melhorar a qualidade de vida do paciente. A fisiopatologia da PMR envolve inflamação sinovial e bursite em torno das articulações dos ombros e quadris, com elevação acentuada de marcadores inflamatórios como a velocidade de hemossedimentação (VHS) e a proteína C reativa (PCR). Os sintomas constitucionais, como cansaço, mal-estar, febre baixa e perda de peso, são comuns. O diagnóstico é clínico, baseado nos sintomas típicos, idade do paciente e elevação dos marcadores inflamatórios, após exclusão de outras condições que possam mimetizar a PMR, como hipotireoidismo, infecções, neoplasias e outras doenças reumáticas. O tratamento da PMR é altamente eficaz com corticosteroides orais, como a prednisona, em doses relativamente baixas. A resposta terapêutica é geralmente rápida e dramática, com alívio significativo da dor e rigidez em poucos dias. A dose de corticosteroide é então gradualmente reduzida ao longo de um período prolongado para evitar recidivas e minimizar os efeitos adversos da medicação. O prognóstico é geralmente bom, mas a doença pode ter um curso crônico e exigir tratamento por vários anos. É crucial monitorar os pacientes para o desenvolvimento de arterite de células gigantes, que pode coexistir ou surgir durante o curso da PMR.
Os critérios diagnósticos incluem idade >50 anos, dor bilateral em ombros e/ou cintura pélvica, rigidez matinal >45 minutos, elevação de marcadores inflamatórios (VHS e/ou PCR), e exclusão de outras causas. A resposta rápida a baixas doses de corticosteroides também é um forte indicativo.
A polimialgia reumática afeta predominantemente grandes articulações proximais (ombros, quadris) e não causa sinovite destrutiva. A artrite reumatoide tipicamente envolve pequenas articulações das mãos e pés, é soropositiva para fator reumatoide ou anti-CCP em muitos casos, e pode causar erosões articulares.
O tratamento de primeira linha para polimialgia reumática são os corticosteroides orais, geralmente em baixas doses (ex: prednisona 15-20 mg/dia), com melhora dramática dos sintomas em poucos dias. A dose é gradualmente reduzida ao longo de meses ou anos, conforme a resposta clínica e laboratorial.
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