Polimialgia Reumática: Sinais Chave para o Diagnóstico

UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2023

Enunciado

A alternativa que indica o diagnóstico de polimialgia reumática provavelmente correto, é:

Alternativas

  1. A) um homem de 50 anos que apresentava artrite simétrica de mãos e punhos, edema bilateral das mãos formando cacifo piores à noite e aliviadas pelo movimento.
  2. B) uma mulher 59 anos com fraqueza muscular proximal, lesões violáceas em pálpebras, fadiga, febre e poliartrite de ombros e punhos.
  3. C) um homem de 63 anos que durante os últimos 10 anos, apresenta dorsalgia e lombalgia sem rigidez matinal e oligoartrite assimétrica envolvendo joelho e quadril.
  4. D) uma mulher de 70 anos com dor persistente nos ombros e cintura pélvica, fadiga, perda de peso e incapacidade de abduzir os ombros além de 90º.
  5. E) uma mulher de 62 anos com dores ósseas, anemia, lombalgia e infecções recorrentes.

Pérola Clínica

Polimialgia Reumática: >50 anos, dor e rigidez matinal >30 min em ombros/cintura pélvica, ↑ VHS/PCR, boa resposta a corticoide.

Resumo-Chave

A polimialgia reumática é uma doença inflamatória que afeta principalmente indivíduos acima de 50 anos, caracterizada por dor e rigidez significativas na cintura escapular e pélvica, especialmente pela manhã. Sintomas constitucionais como fadiga e perda de peso são comuns, e a limitação funcional, como a incapacidade de abduzir os ombros, é um achado importante.

Contexto Educacional

A polimialgia reumática (PMR) é uma síndrome inflamatória crônica que afeta principalmente indivíduos idosos, sendo uma das causas mais comuns de dor musculoesquelética nessa faixa etária. O reconhecimento precoce é crucial devido à sua associação com a arterite temporal, uma vasculite que pode levar à cegueira se não tratada. O diagnóstico da PMR é clínico e baseia-se em critérios como idade (geralmente > 50 anos), dor e rigidez bilateral e simétrica nas cinturas escapular e/ou pélvica, rigidez matinal prolongada (> 30 minutos) e elevação de marcadores inflamatórios (VHS e PCR). A dor é frequentemente descrita como profunda e pode limitar significativamente as atividades diárias, como levantar os braços acima da cabeça ou levantar-se de uma cadeira. A alternativa correta descreve uma mulher de 70 anos com dor persistente nos ombros e cintura pélvica, fadiga, perda de peso e incapacidade de abduzir os ombros além de 90º. Esses achados são altamente sugestivos de PMR. A resposta dramática a baixas doses de corticosteroides é também um forte indicativo diagnóstico e terapêutico. É fundamental diferenciar a PMR de outras condições que causam dor musculoesquelética em idosos, como osteoartrite, fibromialgia ou hipotireoidismo, para evitar tratamentos inadequados.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas da polimialgia reumática?

Os sintomas incluem dor e rigidez bilateral e simétrica na cintura escapular (ombros e pescoço) e/ou cintura pélvica (quadris e coxas), que são piores pela manhã e duram mais de 30 minutos. Fadiga, mal-estar, febre baixa e perda de peso também são comuns.

Qual a faixa etária mais comum para o diagnóstico de polimialgia reumática?

A polimialgia reumática afeta predominantemente indivíduos com mais de 50 anos, sendo mais comum após os 60 anos. É rara antes dos 50 anos.

Qual a relação entre polimialgia reumática e arterite temporal?

A polimialgia reumática e a arterite temporal (ou arterite de células gigantes) são consideradas parte do mesmo espectro de doenças inflamatórias. Cerca de 15-20% dos pacientes com polimialgia reumática desenvolvem arterite temporal, e 50% dos pacientes com arterite temporal apresentam sintomas de polimialgia reumática.

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