UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2015
O polihidrâmnio não se associa com:
Polihidrâmnio = excesso LA; Agensia renal → oligoidrâmnio (falha produção urina fetal).
O polihidrâmnio é o excesso de líquido amniótico, geralmente associado a problemas na deglutição fetal (atresias do trato gastrointestinal superior) ou aumento da produção. A agenesia renal, por outro lado, causa oligoidrâmnio, pois a urina fetal é o principal componente do líquido amniótico a partir do segundo trimestre.
O polihidrâmnio é definido como um excesso de líquido amniótico, geralmente diagnosticado quando o índice de líquido amniótico (ILA) é superior a 24 cm ou a maior bolsa vertical é maior que 8 cm. Sua incidência varia de 0,4% a 3,3% das gestações e pode estar associado a complicações maternas (dispneia, trabalho de parto prematuro) e fetais (malformações, prolapso de cordão). A fisiopatologia do polihidrâmnio envolve um desequilíbrio entre a produção e a reabsorção do líquido amniótico. As principais causas incluem diabetes mellitus materna descompensada (hiperglicemia fetal leva a diurese osmótica), malformações fetais que afetam a deglutição (atresia esofágica, atresia duodenal, anencefalia), hidropsia fetal (aumento da produção de líquido intersticial), infecções congênitas e gestações múltiplas. Em até 50-60% dos casos, a causa pode ser idiopática. É crucial diferenciar o polihidrâmnio do oligoidrâmnio. A agenesia renal, por exemplo, é uma causa clássica de oligoidrâmnio, pois a urina fetal é o principal contribuinte para o volume de líquido amniótico a partir do segundo trimestre. A ausência de rins impede a produção de urina, levando a uma diminuição drástica do líquido. O diagnóstico e a investigação etiológica do polihidrâmnio são essenciais para o planejamento do acompanhamento pré-natal e do parto, visando otimizar os resultados maternos e fetais.
As causas incluem diabetes materna (descontrole glicêmico), malformações fetais que afetam a deglutição (atresia esofágica, anencefalia), hidropsia fetal, gestações múltiplas e, em alguns casos, idiopático.
A agenesia renal impede a formação dos rins fetais, que são responsáveis pela produção da urina fetal. A urina fetal é o principal componente do líquido amniótico a partir da segunda metade da gestação, e sua ausência leva à diminuição do volume, ou seja, oligoidrâmnio.
A atresia esofágica impede que o feto degluta o líquido amniótico. A deglutição fetal é um mecanismo importante para a reabsorção do líquido amniótico, e sua interrupção leva ao acúmulo excessivo, resultando em polihidrâmnio.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo