SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2020
O manejo ativo da polifarmácia traz benefícios de saúde globais em populações idosas. O risco de reações adversas aos medicamentos é aumentado nas situações clínicas de:
Polifarmácia em idosos: demência e IC ↑ risco de reações adversas a medicamentos.
Idosos com demência e insuficiência cardíaca são particularmente vulneráveis a reações adversas devido à polifarmácia. A alteração na farmacocinética e farmacodinâmica nesses pacientes, somada à complexidade de múltiplos medicamentos, aumenta significativamente o risco.
A polifarmácia, definida como o uso de múltiplos medicamentos (geralmente cinco ou mais), é um desafio comum e crescente na população idosa. Sua prevalência aumenta com a idade e a comorbidade, sendo um fator de risco significativo para reações adversas a medicamentos (RAMs), hospitalizações e declínio funcional. O manejo ativo da polifarmácia visa otimizar a terapia, reduzir medicamentos desnecessários e minimizar riscos, melhorando a qualidade de vida e os desfechos de saúde. Pacientes idosos com condições como demência e insuficiência cardíaca apresentam maior vulnerabilidade às RAMs. A demência pode alterar a capacidade cognitiva para gerenciar medicamentos, aumentar a sensibilidade a fármacos com ação no sistema nervoso central e dificultar a identificação de efeitos adversos. A insuficiência cardíaca, por sua vez, envolve o uso de múltiplos fármacos que interagem entre si e com a fisiologia renal e hepática alterada do idoso, elevando o risco de toxicidade e descompensação. Para residentes, é fundamental reconhecer os fatores de risco para RAMs em idosos, como idade avançada, múltiplas comorbidades, uso de múltiplos medicamentos e presença de síndromes geriátricas. A revisão periódica da lista de medicamentos, a desprescrição de fármacos inapropriados e a educação do paciente e cuidadores são estratégias essenciais para um manejo seguro e eficaz da polifarmácia.
Condições como demência e insuficiência cardíaca aumentam significativamente o risco de reações adversas a medicamentos em idosos devido a alterações fisiológicas e maior complexidade do tratamento.
A demência pode comprometer a adesão ao tratamento, aumentar a sensibilidade a efeitos colaterais do SNC e dificultar a comunicação de sintomas, elevando o risco de reações adversas.
A revisão regular de medicamentos é crucial em idosos com IC para otimizar a terapia, evitar interações medicamentosas e reduzir o risco de descompensação ou reações adversas.
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