HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2025
A polifarmácia é extremamente comum nesse contexto do Idoso:
Polifarmácia em idosos → ↑ interações, ↑ efeitos adversos, má adesão; programas multidisciplinares são úteis.
A polifarmácia em idosos é um desafio clínico significativo, levando a um aumento substancial no risco de interações medicamentosas e eventos adversos. A complexidade do regime terapêutico e as alterações fisiológicas do envelhecimento contribuem para a má adesão, tornando a abordagem multidisciplinar essencial para otimizar o tratamento e melhorar os desfechos.
A polifarmácia, definida geralmente como o uso concomitante de cinco ou mais medicamentos, é uma realidade prevalente na população idosa, impulsionada pela multimorbidade e pela fragmentação do cuidado. Sua importância clínica reside no impacto significativo sobre a saúde do idoso, aumentando a morbidade, mortalidade e os custos de saúde. Compreender seus desdobramentos é crucial para a prática geriátrica e para a segurança do paciente. Fisiologicamente, o envelhecimento acarreta alterações farmacocinéticas (absorção, distribuição, metabolismo e excreção) e farmacodinâmicas, que modificam a resposta aos medicamentos. Isso, somado ao grande número de fármacos, eleva drasticamente o risco de interações medicamentosas e de reações adversas, que muitas vezes são atípicas e subestimadas. A complexidade do regime terapêutico também compromete a adesão, levando a falhas no tratamento ou uso incorreto. O manejo da polifarmácia exige uma abordagem sistemática e multidisciplinar, focada na revisão da medicação (deprescribing), identificação de medicamentos inapropriados e otimização da farmacoterapia. Programas que envolvem médicos, farmacêuticos e outros profissionais de saúde têm demonstrado ser eficazes na redução de eventos adversos e na melhoria da adesão, impactando positivamente o prognóstico e a qualidade de vida dos idosos.
Os principais riscos incluem aumento das interações medicamentosas, maior incidência de efeitos adversos, má adesão ao tratamento, síndromes geriátricas (quedas, declínio cognitivo) e hospitalizações.
Programas multidisciplinares, envolvendo médicos, farmacêuticos, enfermeiros e outros profissionais, permitem a revisão e otimização da farmacoterapia, identificação de medicamentos inapropriados e educação do paciente, melhorando a adesão e segurança.
Ferramentas como os Critérios de Beers e os Critérios STOPP/START são amplamente utilizadas para identificar medicamentos potencialmente inapropriados e subprescritos em pacientes idosos, auxiliando na revisão da polifarmácia.
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