UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2020
A Polifarmácia é situação extremamente freqüente em idosos, aumentando o risco de iatrogenia. Qual das condutas abaixo NÃO é uma prática adequada na prática ambulatorial na Atenção Primária à Saúde?
Polifarmácia em idosos: evitar associações fixas e cascata de prescrição → otimizar farmacoterapia.
Em idosos, a polifarmácia aumenta o risco de iatrogenia. A conduta inadequada é optar por associações fixas de múltiplos princípios ativos, pois dificulta a desprescrição e a individualização do tratamento, aumentando a chance de interações e efeitos adversos. O ideal é buscar o mínimo de drogas para o máximo efeito terapêutico.
A polifarmácia, definida como o uso concomitante de múltiplos medicamentos (geralmente cinco ou mais), é uma condição prevalente em idosos e representa um desafio significativo na prática clínica. Ela está associada a um risco aumentado de iatrogenia, interações medicamentosas, reações adversas, quedas, declínio cognitivo e hospitalizações. A Atenção Primária à Saúde desempenha um papel fundamental na identificação e manejo dessa condição, visando otimizar a farmacoterapia e melhorar a qualidade de vida do paciente. O manejo da polifarmácia em idosos requer uma abordagem individualizada e cuidadosa. Práticas adequadas incluem a revisão regular da lista de medicamentos, a desprescrição de fármacos desnecessários ou inapropriados (utilizando ferramentas como os Critérios de Beers ou STOPP/START), a busca pelo máximo efeito terapêutico com o mínimo de drogas e a coordenação com especialistas para evitar duplicações e interações. Evitar prescrever medicamentos para corrigir efeitos colaterais de outros (cascata de prescrição) é uma estratégia essencial. Optar por agentes farmacológicos que contenham dois ou mais princípios ativos (associações fixas) não é uma prática adequada na polifarmácia em idosos, pois dificulta a individualização das doses, a identificação do agente causador de efeitos adversos e a desprescrição seletiva. O objetivo é simplificar o regime medicamentoso, mas de forma segura e eficaz, garantindo que cada medicamento tenha uma indicação clara e seja apropriado para o paciente idoso.
A polifarmácia em idosos aumenta o risco de interações medicamentosas, efeitos adversos, quedas, hospitalizações e iatrogenia, comprometendo a qualidade de vida.
A cascata de prescrição ocorre quando um novo medicamento é prescrito para tratar um efeito adverso de outro medicamento, confundindo-o com uma nova condição. Evita-se revisando a farmacoterapia e desprescrevendo quando possível.
A desprescrição é crucial para reduzir o número de medicamentos, minimizar riscos, melhorar a adesão e otimizar a qualidade de vida do idoso, sempre com avaliação individualizada.
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