FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2015
Assinale a resposta FALSA entre as seguintes:
Polifarmácia em idosos → Problema de saúde pública prioritário, desprescrição é eticamente justificável e benéfica.
A polifarmácia, especialmente em idosos, é um problema de saúde pública significativo devido ao risco aumentado de interações medicamentosas, efeitos adversos e custos. A desprescrição, que é a retirada gradual e supervisionada de medicamentos, é uma prática eticamente justificável e benéfica para melhorar a qualidade de vida e reduzir riscos em pacientes com polifarmácia ou curta expectativa de vida.
A polifarmácia, definida geralmente como o uso concomitante de cinco ou mais medicamentos, é uma realidade crescente na população idosa e representa um desafio significativo na saúde pública. Ela está associada a um maior risco de quedas, hospitalizações, interações medicamentosas, reações adversas e piora da qualidade de vida. Diante desse cenário, a desprescrição, que é o processo de retirada planejada e supervisionada de medicamentos potencialmente inadequados ou desnecessários, emerge como uma estratégia fundamental. As diretrizes clínicas muitas vezes focam na iniciação de tratamentos, mas a desprescrição, especialmente em pacientes com múltiplas comorbidades ou expectativa de vida limitada, é eticamente justificável e visa otimizar o cuidado, reduzir a carga medicamentosa e minimizar os riscos de iatrogenia. Estudos e a prática clínica têm demonstrado que a desprescrição, quando bem conduzida, pode ser segura e benéfica, melhorando a qualidade de vida e os desfechos clínicos. É um processo complexo que requer uma avaliação individualizada, considerando os objetivos de cuidado do paciente, a expectativa de vida, os riscos e benefícios de cada medicamento e a preferência do paciente.
Polifarmácia é o uso de múltiplos medicamentos simultaneamente, sendo um problema de saúde pública devido ao aumento de interações medicamentosas, efeitos adversos, hospitalizações e custos, especialmente em idosos.
As justificativas incluem a prevenção de danos (iatrogenia), a melhoria da qualidade de vida, a redução da carga de medicamentos e a adequação do tratamento aos objetivos de cuidado do paciente, especialmente em fases finais da vida.
Estudos preliminares e a prática clínica demonstram que, quando realizada de forma gradual e supervisionada, a desprescrição pode ser segura e útil, reduzindo eventos adversos e melhorando desfechos em pacientes selecionados.
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