Polifarmácia: Manejo Racional e Desprescrição Segura

PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2020

Enunciado

Assinale a afirmação falsa em relação ao manejo da POLIFARMÁCIA:

Alternativas

  1. A) Reações adversas decorrentes de polifarmácia são mais comuns em idosos e doentes com comorbidades;
  2. B) Há riscos maiores em suspender medicamentos de uso prolongado do que em acrescentar novos medicamentos à prescrição do paciente;
  3. C) A expectativa de vida do paciente deve ser considerada na escolha por suspender ou não prescrever fármacos preventivos;
  4. D) A opinião e as expectativas do paciente e seus familiares são importantes para a conduta relativa à prescrição ou suspensão de medicamentos pelo médico.

Pérola Clínica

Polifarmácia: Adicionar medicamentos tem mais riscos que suspender, especialmente em idosos.

Resumo-Chave

A afirmação de que há riscos maiores em suspender medicamentos de uso prolongado do que em acrescentar novos medicamentos à prescrição é falsa. Na verdade, a adição de novos fármacos aumenta exponencialmente o risco de interações medicamentosas, reações adversas e cascata de prescrição, especialmente em idosos e polimedicados. A desprescrição, quando bem indicada, é uma estratégia segura e benéfica.

Contexto Educacional

A polifarmácia, definida geralmente como o uso concomitante de cinco ou mais medicamentos, é um desafio crescente na prática clínica, especialmente em populações idosas e pacientes com múltiplas comorbidades. Ela está associada a um aumento significativo no risco de reações adversas a medicamentos (RAMs), interações medicamentosas, quedas, hospitalizações e mortalidade. O manejo racional da polifarmácia visa otimizar a farmacoterapia, minimizando riscos e maximizando benefícios. A avaliação da polifarmácia envolve uma revisão crítica de todos os medicamentos em uso, incluindo os de venda livre e suplementos. É fundamental considerar a indicação de cada fármaco, a dose, a duração do tratamento, a presença de interações e a adequação para o perfil do paciente (idade, função renal/hepática, comorbidades). Ferramentas como os Critérios de Beers e STOPP/START auxiliam na identificação de medicamentos potencialmente inapropriados. A desprescrição, que é a retirada gradual e supervisionada de medicamentos desnecessários ou prejudiciais, é uma estratégia essencial no manejo da polifarmácia. Ao contrário da crença popular, muitas vezes os riscos de adicionar um novo medicamento superam os de suspender um fármaco, desde que a suspensão seja bem planejada. A decisão de desprescrever deve ser compartilhada com o paciente e seus familiares, considerando suas preferências, objetivos de cuidado e expectativa de vida, especialmente para medicamentos preventivos de longo prazo.

Perguntas Frequentes

O que é polifarmácia e por que é um problema?

Polifarmácia é o uso de múltiplos medicamentos simultaneamente, geralmente cinco ou mais. É um problema porque aumenta o risco de interações medicamentosas, reações adversas, não adesão e custos, especialmente em idosos e pacientes com comorbidades.

Quais são os principais riscos de adicionar novos medicamentos em pacientes polimedicados?

A adição de novos medicamentos aumenta o risco de interações medicamentosas, reações adversas, duplicação de terapias, e a 'cascata de prescrição', onde um novo medicamento é prescrito para tratar um efeito adverso de outro.

Quando a desprescrição deve ser considerada?

A desprescrição deve ser considerada quando os medicamentos não são mais necessários, os riscos superam os benefícios, há interações medicamentosas, ou quando a expectativa de vida do paciente não justifica o uso de preventivos de longo prazo. Sempre deve ser feita de forma gradual e monitorada.

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