SISE-SUS/TO - Sistema de Saúde do Tocantins — Prova 2017
São consequências da polifarmácia, EXCETO:
Polifarmácia → ↑ efeitos adversos, ↑ interações, ↓ adesão, ↑ hospitalização e morbimortalidade.
A polifarmácia, especialmente em idosos, aumenta significativamente o risco de eventos adversos, interações medicamentosas e diminui a adesão ao tratamento, culminando em maior morbimortalidade e índices de hospitalização. A otimização da farmacoterapia é crucial para evitar essas consequências negativas.
A polifarmácia, definida geralmente como o uso concomitante de cinco ou mais medicamentos, é um desafio crescente na prática clínica, especialmente na geriatria. Sua prevalência aumenta com a idade e a presença de múltiplas comorbidades, sendo um fator de risco significativo para iatrogenias e desfechos clínicos desfavoráveis. Compreender suas implicações é fundamental para a segurança do paciente e a eficácia do tratamento. As consequências da polifarmácia são vastas e incluem uma maior incidência de efeitos adversos medicamentosos, interações fármaco-fármaco e fármaco-doença, que podem levar a toxicidade ou ineficácia terapêutica. Além disso, a complexidade dos regimes medicamentosos compromete a adesão do paciente, resultando em falha terapêutica ou uso inadequado. A cascata de prescrição, onde um novo medicamento é adicionado para tratar um efeito adverso de outro, agrava ainda mais o quadro. Para residentes, é crucial desenvolver habilidades para identificar e manejar a polifarmácia. Isso envolve a revisão periódica da lista de medicamentos, a desprescrição de fármacos desnecessários ou inadequados, a busca por alternativas mais simples e a educação do paciente e cuidadores. O objetivo é otimizar a farmacoterapia, minimizando riscos e melhorando a qualidade de vida, reduzindo assim os índices de hospitalização e morbimortalidade associados.
Os principais riscos incluem aumento de efeitos adversos, interações medicamentosas, menor adesão ao tratamento, síndromes geriátricas e maior morbimortalidade, elevando a necessidade de hospitalizações e reinternações.
A polifarmácia pode dificultar a adesão devido à complexidade do regime terapêutico, ao número elevado de comprimidos, aos horários diversos e ao aumento dos efeitos colaterais, que desmotivam o paciente e levam ao abandono do tratamento.
A polifarmácia está diretamente associada a um aumento nos índices de hospitalização, prolongamento da internação e reinternações, principalmente por eventos adversos e interações medicamentosas que descompensam condições clínicas preexistentes.
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