UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2022
Os regimes complicados de medicamentos costumam exceder a capacidade de manejo, reduzindo a adesão, muitas vezes com efeitos negativos irreversíveis, com piora da qualidade de vida, principalmente em idosos. Provavelmente são mais ameaçadores do que as doenças para as quais os fármacos são prescritos. O texto se refere à
Polifarmácia em idosos → ↓ adesão, ↑ efeitos adversos, ↓ qualidade de vida.
Polifarmácia é o uso concomitante de múltiplos medicamentos, comum em idosos e pacientes com comorbidades. Ela aumenta o risco de interações medicamentosas, efeitos adversos, piora da adesão e iatrogenia, impactando negativamente a qualidade de vida e a segurança do paciente.
A polifarmácia, definida geralmente como o uso regular de cinco ou mais medicamentos, é um desafio crescente na prática clínica, especialmente em populações idosas e pacientes com múltiplas comorbidades. Embora o objetivo da prescrição seja melhorar a saúde, a complexidade dos regimes medicamentosos pode levar a uma série de problemas que comprometem a segurança e a qualidade de vida do paciente. Os riscos associados à polifarmácia são vastos e incluem o aumento significativo de efeitos adversos, interações medicamentosas, hospitalizações e a piora da adesão ao tratamento devido à dificuldade de manejo. Em idosos, essas questões são exacerbadas pelas alterações fisiológicas do envelhecimento, que afetam a absorção, distribuição, metabolismo e excreção dos fármacos, tornando-os mais vulneráveis à toxicidade. Para residentes, é crucial desenvolver uma abordagem crítica à prescrição, sempre avaliando a necessidade e o benefício de cada medicamento. A revisão periódica da medicação, a desprescrição de fármacos desnecessários ou prejudiciais e a consideração da prevenção quaternária são estratégias essenciais para mitigar os riscos da polifarmácia, otimizar o tratamento e, em última instância, melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
Polifarmácia é o uso concomitante de múltiplos medicamentos (geralmente 5 ou mais). Em idosos, é um problema devido às alterações fisiológicas do envelhecimento que afetam a farmacocinética e farmacodinâmica, aumentando o risco de efeitos adversos, interações e iatrogenia.
Os principais riscos incluem aumento de efeitos adversos, interações medicamentosas, piora da adesão ao tratamento, síndromes geriátricas (quedas, declínio cognitivo), hospitalizações e redução da qualidade de vida, podendo ser mais prejudicial que a própria doença.
A prevenção quaternária visa proteger os pacientes de intervenções médicas excessivas ou desnecessárias. No contexto da polifarmácia, ela se manifesta na desprescrição, ou seja, na revisão e retirada de medicamentos que não são mais benéficos ou que causam mais danos do que benefícios, buscando otimizar o tratamento e reduzir a iatrogenia.
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