UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2024
Qual o principal motivo para a polifarmácia ser um problema comum na atenção primária à saúde?
Polifarmácia na APS = Principalmente por prescrição excessiva, aumentando riscos e iatrogenia.
A polifarmácia, definida como o uso de múltiplos medicamentos, é um problema comum na Atenção Primária à Saúde, principalmente devido à prescrição excessiva, muitas vezes impulsionada pela cascata de prescrição ou falta de revisão periódica da farmacoterapia.
A polifarmácia, geralmente definida como o uso regular de cinco ou mais medicamentos, é um problema de saúde pública crescente, especialmente na população idosa e em pacientes com múltiplas comorbidades. Na Atenção Primária à Saúde (APS), ela é particularmente prevalente devido à complexidade dos casos, à fragmentação do cuidado e à dificuldade de revisão contínua da farmacoterapia. O principal motivo para sua ocorrência é a prescrição excessiva de medicamentos. Essa prescrição excessiva pode ser resultado de diversos fatores, como a cascata de prescrição (onde um efeito adverso de um medicamento é tratado com outro medicamento), a falta de comunicação entre diferentes especialistas, a ausência de revisão periódica da lista de medicamentos do paciente e a pressão por resultados rápidos. A polifarmácia aumenta significativamente o risco de reações adversas a medicamentos, interações medicamentosas, hospitalizações, quedas e declínio funcional, impactando negativamente a qualidade de vida do paciente. Para residentes, é fundamental desenvolver habilidades para o manejo da polifarmácia, incluindo a realização de uma revisão completa da medicação (deprescribing), a identificação de medicamentos potencialmente inapropriados e a promoção do uso racional de fármacos. A abordagem deve ser centrada no paciente, considerando seus objetivos de cuidado e a carga de tratamento, visando otimizar a terapia e minimizar os riscos.
Polifarmácia é o uso de múltiplos medicamentos simultaneamente, geralmente cinco ou mais. É um problema na APS devido à prescrição excessiva, que aumenta o risco de interações medicamentosas, efeitos adversos, iatrogenia e menor adesão ao tratamento.
Os riscos incluem aumento de reações adversas a medicamentos, interações medicamentosas, hospitalizações, quedas em idosos, declínio cognitivo e menor adesão ao tratamento devido à complexidade do regime terapêutico.
A cascata de prescrição ocorre quando um novo medicamento é adicionado para tratar um efeito adverso de outro medicamento, interpretado erroneamente como uma nova condição clínica, perpetuando o ciclo de adição de fármacos e aumentando a polifarmácia.
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