Polifarmácia na APS: Causas e Impacto na Saúde

UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2024

Enunciado

Qual o principal motivo para a polifarmácia ser um problema comum na atenção primária à saúde?

Alternativas

  1. A) Maior número de pontos de distribuição de medicamentos.
  2. B) Melhor aderência do paciente ao uso de medicamentos de uso contínuo.
  3. C) Prescrição excessiva de medicamentos.
  4. D) Redução dos custos da medicação com fornecimento gratuito.

Pérola Clínica

Polifarmácia na APS = Principalmente por prescrição excessiva, aumentando riscos e iatrogenia.

Resumo-Chave

A polifarmácia, definida como o uso de múltiplos medicamentos, é um problema comum na Atenção Primária à Saúde, principalmente devido à prescrição excessiva, muitas vezes impulsionada pela cascata de prescrição ou falta de revisão periódica da farmacoterapia.

Contexto Educacional

A polifarmácia, geralmente definida como o uso regular de cinco ou mais medicamentos, é um problema de saúde pública crescente, especialmente na população idosa e em pacientes com múltiplas comorbidades. Na Atenção Primária à Saúde (APS), ela é particularmente prevalente devido à complexidade dos casos, à fragmentação do cuidado e à dificuldade de revisão contínua da farmacoterapia. O principal motivo para sua ocorrência é a prescrição excessiva de medicamentos. Essa prescrição excessiva pode ser resultado de diversos fatores, como a cascata de prescrição (onde um efeito adverso de um medicamento é tratado com outro medicamento), a falta de comunicação entre diferentes especialistas, a ausência de revisão periódica da lista de medicamentos do paciente e a pressão por resultados rápidos. A polifarmácia aumenta significativamente o risco de reações adversas a medicamentos, interações medicamentosas, hospitalizações, quedas e declínio funcional, impactando negativamente a qualidade de vida do paciente. Para residentes, é fundamental desenvolver habilidades para o manejo da polifarmácia, incluindo a realização de uma revisão completa da medicação (deprescribing), a identificação de medicamentos potencialmente inapropriados e a promoção do uso racional de fármacos. A abordagem deve ser centrada no paciente, considerando seus objetivos de cuidado e a carga de tratamento, visando otimizar a terapia e minimizar os riscos.

Perguntas Frequentes

O que é polifarmácia e por que é um problema na Atenção Primária?

Polifarmácia é o uso de múltiplos medicamentos simultaneamente, geralmente cinco ou mais. É um problema na APS devido à prescrição excessiva, que aumenta o risco de interações medicamentosas, efeitos adversos, iatrogenia e menor adesão ao tratamento.

Quais são os principais riscos associados à polifarmácia?

Os riscos incluem aumento de reações adversas a medicamentos, interações medicamentosas, hospitalizações, quedas em idosos, declínio cognitivo e menor adesão ao tratamento devido à complexidade do regime terapêutico.

Como a cascata de prescrição contribui para a polifarmácia?

A cascata de prescrição ocorre quando um novo medicamento é adicionado para tratar um efeito adverso de outro medicamento, interpretado erroneamente como uma nova condição clínica, perpetuando o ciclo de adição de fármacos e aumentando a polifarmácia.

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