UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2022
No acompanhamento ambulatorial de pacientes na atenção primária à saúde (APS), o médico deve estar atento à prescrição dos medicamentos. Em relação aos cuidados para evitar a polifarmácia, é correto afirmar que:
Polifarmácia não afeta só idosos; jovens com múltiplas doenças e pós-hospitalização também são vulneráveis.
A polifarmácia é um problema complexo que transcende a faixa etária idosa, afetando também pacientes mais jovens com comorbidades múltiplas e aqueles em transição de cuidados, como após uma hospitalização, devido à complexidade e potencial de interações medicamentosas.
A polifarmácia, definida geralmente como o uso regular de cinco ou mais medicamentos, é um desafio crescente na atenção primária à saúde (APS), com implicações significativas para a segurança do paciente e a qualidade do cuidado. Embora frequentemente associada à população idosa devido à maior prevalência de comorbidades, é crucial reconhecer que outros grupos, como jovens com múltiplas doenças crônicas ou pacientes em transição de cuidados após hospitalização, também são altamente vulneráveis. Os riscos associados à polifarmácia incluem um aumento nas reações adversas a medicamentos (RAM), interações medicamentosas, falha terapêutica, piora da adesão ao tratamento, síndromes geriátricas (quedas, declínio cognitivo) e aumento da morbimortalidade. Na APS, o médico deve adotar uma abordagem proativa, revisando regularmente a lista de medicamentos, questionando a necessidade de cada fármaco e considerando a desprescrição quando apropriado, sempre em diálogo com o paciente. A gestão da polifarmácia exige uma avaliação individualizada, considerando o balanço entre os benefícios e riscos de cada medicamento, as metas de tratamento do paciente e sua expectativa de vida. É um processo contínuo que visa otimizar a farmacoterapia, reduzir a carga de medicamentos e melhorar os desfechos de saúde, sendo um pilar fundamental da medicina centrada na pessoa e da segurança do paciente.
Polifarmácia é o uso concomitante de múltiplos medicamentos, geralmente cinco ou mais, aumentando o risco de interações medicamentosas, reações adversas, falha terapêutica e custos de saúde.
Embora idosos sejam o grupo mais conhecido, pacientes jovens com múltiplas comorbidades, aqueles com doenças crônicas complexas e indivíduos em transição de cuidados (pós-hospitalização) também são altamente vulneráveis.
A desprescrição é o processo de retirada supervisionada de medicamentos potencialmente inapropriados ou desnecessários, visando otimizar a farmacoterapia, reduzir a carga de medicamentos e melhorar a qualidade de vida do paciente.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo